A ÚLTIMA CASA DA RUA

A ÚLTIMA CASA DA RUA

(House at the End of the Street)

2012 , 101 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 07/12/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mark Tonderai

    Equipe técnica

    Roteiro: baseado em história de Jonathan Mostow, David Loucka

    Produção: Aaron Ryder, Hal Lieberman, Peter Block

    Fotografia: Miroslaw Baszak

    Trilha Sonora: Theo Green

    Estúdio: A Bigger Boat, FilmNation Entertainment, Relativity Media, Zed Filmworks

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Allie MacDonald, Bobby Osborne, Claudia Jurt, Craig Eldridge, Elisabeth Shue, Eva Link, Gil Bellows, Grace Tucker-Duguay, GregoryWilson, Hailee Sisera, Jake McDowell, James Thomas, Jennifer Lawrence, John Healy, Jolanta Mojsej, Jon McLaren, Jonathan Higgins, Jonathan Malen, Jordan Hayes, Jordan Krakower, Joy Tanner, Kate Drummond, Krista Bridges, Lisa Cumming, Lori Alter, Matthew Champ, Max Thieriot, Miles Carney, Nolan Gerard Funk, Olivier Surprenant, Paul Finnigan, Thomas Lamb, Will Bowes

  • Crítica

    06/12/2012 19h00

    A primeira meia hora deste misto de terror e suspense não empolga muito. O clima de déjà vu é cristalino e seguimos adiante certos do que nos espera. Pior: convictos de que, provavelmente, não passará de plágio do que vimos e revimos nos últimos anos. Temos lá uma casa onde um casal foi brutalmente assassinado, uma menina macabra com cabelos longos cobrindo a fronte, novos e incautos vizinhos e, se não bastasse, um bosque soturno. Mas...

    Quem vai morar na bela mansão ao lado da casa onde aconteceu a tragédia é Sarah (Elizabeth Shue, de O Homem sem Sombra) e Elissa (Jennifer Lawrence, de Jogos Vorazes), que conseguem alugar o espaçoso imóvel justamente por ter se desvalorizado após o crime. Os poucos e amigáveis vizinhos não demoram a dar detalhes do ocorrido anos antes: o casal foi morto pela própria filha, uma jovem de 13 anos atormentada. A menina desapareceu desde então e a lenda urbana que faz a alegria dos churrascos da vizinhança é dizer que ela habita a floresta. Tudo muito previsível, mas...

    Ao menos aqui temos duas boas atrizes como protagonistas. Jennifer e Elizabeth dão veracidade à relação conturbada na qual a mãe tenta se aproximar da filha depois de dramas familiares do passado. E, mesmo quando tomam um susto-clichê ou começam a desconfiar que algo estranho possa estar acontecendo, são mais autênticas do que a maioria dos pseudoatores que habitam o universo de filmes do gênero.

    O imóvel agora é habitado por um único morador, Ryan (Max Thieriot), o filho do casal morto. Um tipo fechadão e de poucos amigos que a vizinhança classifica como “estranho”. E como todo adolescente gosta de ir contra o senso comum, Elissa vai se aproximar justamente dele, para contrariedade da mãe e dos novos amigos que a jovem fez no colégio. A essa altura do filme o espectador já descobriu alguns segredos que envolvem Ryan e Carrie Anne, sua irmã desaparecida. Nada, no entanto, verdadeiramente assustador, mas...

    ...Em dado momento o filme dá uma reviravolta e começa a surpreender. Os acontecimentos que pareciam encaminhar o longa para um final óbvio mudam de rumo e A Última Casa da Rua fica de fato interessante. O que a audiência não alimentava até então, dúvidas, começam a surgir e o clima de tensão aumenta consideravelmente. Isso não impede a produção de recair em lugares-comuns aqui e ali, mas são lapsos perdoáveis que não mínguam o nível de apreensão do espectador sobre os próximos acontecimentos.

    A Última Casa da Rua não é brilhante nem o suprassumo da autenticidade, mas consegue o que a maioria dos filmes de terror e suspense lançados em 2012 nem chegou perto: deixar o espectador ansioso e inquieto na poltrona do cinema.

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