A ÚLTIMA ESTAÇÃO (2012)

A ÚLTIMA ESTAÇÃO (2012)

(A Última Estação)

2012 , 113 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 27/09/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marcio Curi

    Equipe técnica

    Roteiro: Di Moretti

    Produção: Beth Curi, Carmen Flora

    Fotografia: Krishna Schmidt

    Trilha Sonora: Patrick de Jongh

    Estúdio: Asacine Produções

    Distribuidora: Polifilmes

    Elenco

    Adriano Siri, Braheim Abu Nassif, Chico Sant'Anna, Edgard Navarro, Elisa Lucinda, Iberê Cavalcanti, João Antônio, José Charbel, Klarah Lobato, Mohamad Rabah, Mounir Maasri, Narciza Leão, Roula Hamadeh, Sérgio Fidalgo

  • Crítica

    23/09/2013 18h17

    Produzido a partir de roteiro de Di Moretti (Cabra-Cega), o filme dirigido por Márcio Curi exibe com sensibilidade e bom humor, a trajetória dos imigrantes libaneses no Brasil. Seu protagonista é Tarik, libanês que embarca rumo ao Brasil em 1950 ao lado do irmão mais novo, Karim.

    Durante a longa travessia de navio, os irmãos conhecem e tornam-se amigos de outros meninos árabes e sírios na mesta situação. A juventude passa e a vida de cada um desses jovens segue seu caminho, o que termina por afastá-los. Quase meio século depois, Tarik decide cumprir algumas promessas e atravessa o Brasil, na companhia da filha Sâmia, em busca dos companheiros que fizeram com ele a viagem de suas vidas 50 anos antes.

    Com boa reconstituição de época, bela fotografia e elenco afiado, o filme segue a risca a cartilha dos road movies, com seu personagem se autodescobrindo como imigrante, pai e homem ao longo da viagem. No caminho, Tarik ainda estreita laços com a filha, interpretada pela atriz Klarah Lobato, o alívio cômico do filme, e conhece na Bahia a personagem vivida por Elisa Lucinda, que abre a perspectiva de um novo amor ao viúvo desiludido. Neste ponto, A Última Estação é bem-sucedido, conseguindo alternar bem momentos de forte carga emocional e passagens descontraídas.

    Tecnicamente bem produzido, o longa surpreende pelo orçamento de R$ 3,4 milhões, relativamente baixo para uma produção desse padrão. Direção de arte, bons enquadramentos e o caprichado trabalho de finalização, no entanto, não conseguem disfarçar alguns problemas do filme. A produção se ressente com as muitas elipses que soam pouco naturais e parecem saltos temporais bruscos demais, privando o público de se demorar mais sobre personagens e situações vitais à trama. Em diversos momentos, tem-se a sensação de que a história parece correr contra o tempo, o que causa certo incômodo.

    Outro problema está no quarto final do filme, quando Tarik chega a Belém do Pará. Aqui o filme ganha ares institucionais, até mesmo em sua trilha sonora. No afã de agradecer o apoio do governo do Estado, o diretor errou a mão ao ultrapassar os limites da ambientação e tentar mostrar as belezas naturais, pontos turísticos, culinária e as atividades culturais do Pará, o que, na maioria das vezes, mostra-se totalmente dispensável do ponto de vista da narrativa.

    Filmado em diversas localidades brasileiras e no Líbano, que coproduziu o longa, em A Última Estação destaca-se do trabalho do ator e diretor libanês Mounir Maasri no papel de Tarik. A força cênica do personagem, seu carisma e densidade nos ajudam a relevar (até certo ponto) o tom pressuroso do filme, o mal desenvolvimento de alguns coadjuvantes e a montagem que resolve mal a passagem do tempo fílmico.


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