A VERDADE NUA E CRUA

A VERDADE NUA E CRUA

(The Ugly Truth)

2009 , 97 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 18/09/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Luketic

    Equipe técnica

    Roteiro: Karen McCullah Lutz, Kirsten Smith, Nicole Eastman

    Produção: Deborah Jelin Newmyer, Gary Lucchesi, Kimberly di Bonaventura, Steven Reuther, Tom Rosenberg

    Fotografia: Russell Carpenter

    Trilha Sonora: Aaron Zigman

    Estúdio: Lakeshore Entertainment

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Bonnie Somerville, Bree Turner, Cheryl Hines, Eric Winter, Gerard Butler, Katherine Heigl

  • Crítica

    14/09/2009 16h49

    Certa vez, perguntei ao maestro Diogo Pacheco por que a maioria das pessoas, quando ouve música clássica, prefere ouvir sempre as mesmas. Sempre as Quatro Estações de Vivaldi, a nona Sinfonia de Beethoven, as árias de Carmen de Bizet, enfim, sempre a mesma meia dúzia de peças eruditas, dentro de um universo tão rico e gigantesco. A resposta do maestro foi rápida, simpática, elucidativa e inteligente: “Porque, quando você anda pela Avenida Paulista, junto com uma multidão de desconhecidos, como é bom, de repente, rever um amigo!”

    Acredito que o mesmo raciocínio possa valer para os filmes. A maioria das pessoas, de uma forma geral, gosta de ver sempre os mesmos filmes. Não literalmente os mesmos, mas filmes bastante parecidos com tudo aquilo que já foi visto antes. Talvez isso dê alguma sensação de segurança ao espectador, que sabe que não será surpreendido, que será agradavelmente conduzido por caminhos já previa e fartamente conhecidos. Algo parecido com o comportamento daquele tipo de consumidor que vai sempre ao mesmo restaurante, procura o mesmo garçom e pede o mesmo prato.

    Apenas este comportamento de (boa?) parte dos consumidores pode explicar que continuem sendo produzidas comédias românticas como A Verdade Nua e Crua, um filme milimétrica e sonolentamente igual a tudo aquilo que já foi feito antes no gênero. A trama fala de Abby (Katherine Heigl), a bela produtora de um programa matutino de televisão que, embora profissionalmente bem sucedida, vive em busca de um príncipe encantado. Até o dia em que ela conhece Mike (Gerard Butler, de 300), apresentador de TV que, ao vivo, passa para os seus espectadores as mais machistas e cafajestes dicas sobre relacionamentos amorosos e sexuais. Impressionante: eles vão se apaixonar! Nossa, quem poderia prever? E, acredite se quiser: até o final do filme, cada um dos protagonistas vai abandonar seus radicalismos, virarão pessoas melhores e serão felizes para sempre.

    Quem vai sempre ao mesmo restaurante, procura o mesmo garçom e pede o mesmo prato provavelmente vai gostar.

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