A VIDA DE OUTRA MULHER

A VIDA DE OUTRA MULHER

(La Vie d'une Autre)

2012 , 97 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 17/08/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sylvie Testud

    Equipe técnica

    Roteiro: baseados na obra de Frederique Deghelt, Claire Lemaréchal, Sylvie Testud

    Produção: Emmanuel Jacquelin, Laurent Pétin, Michele Pètin

    Fotografia: Thierry Arbogast

    Trilha Sonora: André Dziezuk

    Estúdio: ARP Sélection, Bruxelles Capitale, Canal+, Casa Kafka Pictures Movie Tax Shelter Empowered by Dexia, CinéCinéma, Dialogues Films, Film Fund Luxembourg, Le Tax Shelter du Gouvernement Fédéral de Belgique, Numéro 4 Production, Paul Thiltges Distributions, Radio Télévision Belge Francophone (RTBF), Région Wallone, Saga Film, Soficinéma 8

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Albert Spiner, Alix De la Follye de Joux, Astrid Whettnall, Audrey Langle, Aure Atika, Caty Baccega, Charlotte Pétin, Daniela Bisconti, Danièle Lebrun, Didier Raymond, Docteur Pieri, Eric Prat, Fabien Voyer, Finnur Dór Thordarson, Francine Laffineuse, François Berléand, Frédéric Maeterlinck, Gabriel Boisante, Gaëlle Boghossian, Jacob Cedertun, Jean-Michel Larre, Jérôme Varanfrain, Julie Dray, Juliette Binoche, Laetitia Rochas, Mandy Graff, Marie-Christine Adam, Marina Tomé, Mathieu Kassovitz, Nicolas Carpentier, Nilton Martins, Pierre Deny, Sheila Molitor, Stéphane Auberghen, Sylvie Herbert, Vernon Dobtcheff, Yvi Dachary-Le Béon

  • Crítica

    13/08/2012 13h00

    Em seu primeiro trabalho como diretora, a atriz francesa Sylvie Testud (Piaf - Um Hino ao Amor) faz uma viagem no tempo com sua personagem principal, Marie Speranski (Juliette Binoche), jovem de 26 anos que, depois de uma noite de amor, salta no tempo e acorda aos 41.

    Ela agora é casasa, rica (mora em uma mansão com vista privilegiada para a Torre Eiffel) e tem um lindo filho. Muitas coisas ocorreram nesses 15 anos e Marie não se lembra de absolutamente nada. Mais: sua vida está longe de ser o que projetava quando jovem.

    Histórias de lapsos temporais que deixam um ou mais personagens perdidos já foram bem exploradas no cinema e, em geral, dão margem a comédias nas quais vemos as desventuras do protagonista tentando entender o que aconteceu. A Vida de Outra Mulher não é uma comédia, mas usa do mesmo expediente para pontuar a história com humor, que surge de Marie tentando descobrir como funciona a rotina de sua vida agora.

    Essas situações divertidas servem de alívio cômico para o que parece ser o objetivo maior do filme: propor uma reflexão sobre como conduzimos nossas vidas por caminhos indesejados sem termos noção disso. A Marie de 41 anos é uma mulher poderosa, temida, que dá pouca atenção ao filho e marido e passou os últimos anos dedicada à carreira de executiva. Não à toa está prestes a se separar de seu grande amor - a paixão que sentia por aquele homem com quem dormiu se desvaneceu no salto temporal. Durante o filme vemos Marie tentando recuperar o amor do marido e descobrir que atitudes tiraram sua vida dos trilhos que imaginava aos 26.

    A Vida de Outra Mulher se propõe a ser uma comédia-romântica-dramática, o que acaba por trazer certa instabilidade à trama e seus protagonistas. A talentosa Juliette Binoche tenta achar um tom afinado para seu personagem, mas como o filme não acha o próprio tom sua Marie fica um pouco perdida, apesar do nítido esforço da atriz para ao menos não a deixá-la perder a veracidade na tela. Outro bom ator prejudicado pelo enredo é Mathieu Kassovitz (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), que interpreta o marido desiludido e indiferente. Ele não pôde oferecer muito no espaço cênico limitado e engessado dado a ele no filme.

    Não se trata de uma produção ruim de apreciar. Tem seus momentos divertidos e é até mesmo capaz de nos leva à reflexão sobre nossas ações e suas consequências ao longo do tempo. Mas nada capaz de legitimar os muitos caminhos que tenta trilhar de uma só vez, o que o faz se perder nos propósitos que a própria diretora não conseguiu definir ao certo quais seriam.

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