A VIDA DURANTE A GUERRA

A VIDA DURANTE A GUERRA

(Life During Wartime)

2009 , 96 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 19/11/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Todd Solondz

    Equipe técnica

    Roteiro: Todd Solondz

    Produção: Christine K. Walker, Derrick Tseng

    Fotografia: Edward Lachman

    Estúdio: Werc Werk Works

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Allison Janney, Ally Sheedy, Brian Tester, Charlotte Rampling, ChrisMarquette, Ciarán Hinds, Dylan RileySnyder, Gaby Hoffmann, Michael Lerner, Paul Reubens, Rich Pecci, ShirleyHenderson

  • Crítica

    18/11/2010 17h51

    Como é gostoso assistir ao filme A Vida Durante a Guerra! Vejam bem, não é necessariamente uma experiência prazerosa, tranqüila e leve, mas um encantamento de como Todd Solondz usa o humor para olhar as misérias humanas.

    “Ah, mas precisa entrar nele para gostar”, dirão alguns. Provável, afinal o cinema pede ou envolvimento ou distanciamento – se um desses sentimentos virar indiferença, aí a vaca foi para o brejo.

    Defendo que seja muito difícil ficar indiferente a A Vida Durante a Guerra justamente pela sua capacidade em surpreender, de partir de um falso prosaico e chegar a um material humano forte. A comédia vai do idílico ao desastroso em 96 minutos. Mas com um pouquinho de esperança para alguns de seus personagens.

    Trish (Allison Janney), mãe do menino Timmy (Dylan Riley Snyder), acaba de se apaixonar pelo gordinho Harvey (Michael Lerner). Timmy questiona tudo, inclusive o que aconteceu com seu pai. Do outro lado, a chorosa Joy (nome irônico da personagem de Shirley Henderson) já não está mais feliz com Allen (Michael Kenneth Williams) e decide se separar.

    Se A Vida Durante a Guerra tivesse adotado uma estrutura claramente fragmentada e divida em esquetes talvez tivéssemos à nossa frente um grande filme. Mas, como a opção é contar uma história com começo, meio e fim, temos um bocado de personagens interessantes em uma história não tão interessante.

    Um pedófilo, uma mãe em crise, os Estados Unidos embebidos de belicismo, o filho mais velho tentando seguir com a vida, uma mulher que não sabe se ama ou se odeia. Personagens interessantes se debatendo com a essência do filme: perdoar ou esquecer?

    Todos são convocados a responder a questão, até mesmo Timmy que, aos 11 anos, já se considera um “quase adulto”. Com sarcasmo, Todd Solondz vai se aproximando do qual miserável a condição humana pode ser, seja usando o recurso do perdão ou do esquecimento.

    Quem não gosta do humor corrosivo já apresentado nas produções anteriores de Solondz como Felicidade e Palíndromes, provavelmente vai querer passar longe de A Vida Durante a Guerra. Porém, o cinema dele, até quando é irregular, merece uma chance.

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