A VIDA NO PARAÍSO

A VIDA NO PARAÍSO

(Sa Som I Himmelen/ As It Is In Heaven)

2004 , 132 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kay Pollak

    Equipe técnica

    Roteiro: Kay Pollak

    Produção: Anders Birkeland, Göran Lindström

    Fotografia: Harald Gunnar Paalgard

    Trilha Sonora: Stefan Nilsson

    Estúdio: GF Studios AB

    Elenco

    Axelle Axell, Barbro Kollberg, Frida Hallgren, Ingela Olsson, Lennart Jähkel, Michael Nyqvist, Niklas Falk, Per Morberg, Ulla-Britt Norrman-Olsson, Verena Buratti, Ylva Lööf

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Certamente você já viu esta história antes: um sujeito que transforma a vida de uma pacata cidadezinha conservadora graças às suas idéias revolucionárias demais para a comunidade. A utilização de uma pequena cidade como microcosmo da sociedade como um todo, aliada à inserção de um elemento inovador/perturbador que chega para quebrar uma estrutura estática não é exatamente uma grande novidade dramatúrgica. Chocolate, por exemplo, tem uma narrativa parecida. E vários outros filmes dos quais que não me lembro agora, mesmo porque já estamos todos pensando na ceia de Natal e na deliciosa semana de folga se segue.

    De qualquer maneira, é esta a fórmula repetida pelo drama A Vida no Paraíso, produção sueca indicada ao Oscar de Filme Estrangeiro no ano passado. A história é centrada na figura de Daniel (Michael Nyqvist), maestro de fama mundial que, após sofrer um infarto, decide retornar à sua cidadezinha natal para relaxar e deixar de lado a estafante vida de astro. Lá chegando, Daniel se depara com uma sociedade parada no tempo, de emoções travadas, que ainda obedece sem questionamentos aos sermões conservadores do pastor local. Daniel bem que tenta, mas não consegue deixar a música de lado: logo ele passa a comandar o tímido coral da igreja, desafio que parece dos mais tediosos para quem já regeu grandes orquestras internacionais. E é aí que tudo começa: mais que ensinar música, o maestro precisa, antes de mais nada, fazer com que cada uma daquelas pessoas libertem o seu "som" interior, a sua personalidade. Não demora muito para que dentro do coral - e por extensão, em toda a cidadezinha - comecem a explodir antigos sentimentos reprimidos, paixões e revelações.

    A premissa básica de A Vida no Paraíso é cheia de boas intenções, ainda que carente de novidades. O problema do filme não é o seu argumento, mas sim uma direção pesada que, principalmente da metade para o final, começa a desandar para o tom novelesco, tornando-se repetitivo em sua duração excessiva (130 minutos) e diluindo os bons momentos da primeira metade. Com uma estética mais próxima da minissérie de TV que propriamente do cinema, A Vida no Paraíso acaba agradando mais aos gostos televisivos que propriamente aos cinematográficos, o que justifica sua indicação ao Oscar. Afinal, ninguém gosta menos de cinema que os membros da Academia de Hollywood.

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