A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS

A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS

(La Vida secreta de las palabras/ The Secret Life of Words)

2005 , 117 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 15/06/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Isabel Coixet

    Equipe técnica

    Roteiro: Isabel Coixet

    Produção: Esther García

    Fotografia: Jean-Claude Larrieu

    Estúdio: El Deseo S.A

    Elenco

    Eddie Marsan, Javier Cámara, Sarah Polley, Steven Mackintosh, Tim Robbins

  • Crítica

    15/06/2007 00h00

    Assim como fez em Minha Vida Sem Mim, a cineasta e roteirista espanhola Isabel Coixet emociona o espectador com uma sensibilidade única em A Vida Secreta das Palavras. Trabalhando novamente com Sarah Polley - protagonista do longa de 2003 -, Isabel constrói um belíssimo drama que gira em torno da solidão.

    Hannah (Sarah Polley) é uma estrangeira com deficiência auditiva que trabalha numa fábrica na Irlanda. Solitária e metódica, está há quatro anos sem tirar férias. Por isso, é obrigada por seus empregadores a ficar um mês sem trabalhar. Mas o que deveria ser um período de descanso acaba levando a protagonista a um processo de auto-conhecimento quando arruma um emprego de duas semanas como enfermeira de um homem, sobrevivente de um acidente num petroleiro. Hannah, habituada a se isolar do mundo, passa a viver no petroleiro - uma plataforma geograficamente isolada do mundo, no meio do oceano - para cuidar de Josef (Tim Robbins). Impossibilitada de manter seu distanciamento das pessoas, ela acaba criando laços afetivos com os outros sete homens que trabalham lá, principalmente com o paciente.

    A forma como A Vida Secreta das Palavras envolve o espectador é sutil. No começo, não se sabe muito sobre a protagonista, mas, aos poucos, sua história é aberta ao público da mesma forma que ela mesma se envolve com os outros personagens. Quando a nuvem de mistérios em volta de Hannah é dissipada, revela-se uma pessoa traumatizada pelos horrores que passou no passado; quando se descobre o motivo de seu isolamento espontâneo, é difícil evitar as emoções. E esse é o grande mérito de Isabel Coixet nesta produção: envolvendo o espectador de forma delicada e sutil, ela constrói um drama verdadeiro, honesto, digno e completamente arrebatador. O que não seria possível sem a inesquecível atuação de Sarah Polley que, com seu olhar frio e distante, é capaz de construir a personagem de forma verdadeira, bem como mostrar a evolução de seus sentimentos ao longo da trama.

    Também merece destaque a belíssima trilha sonora de A Vida Secreta das Palavras, que funciona muito bem para envolver o espectador na solidão de seus personagens. Isolados do mundo - tanto geograficamente quanto nos sentimentos -, eles sofrem e buscam, cada um à sua maneira, encontrar uma saída, mesmo que momentânea.

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