A VILA

A VILA

(The Village)

2004 , 110 MIN.

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • M. Night Shyamalan

    Equipe técnica

    Roteiro: M. Night Shyamalan

    Produção: M. Night Shyamalan, Sam Mercer, Scott Rudin

    Fotografia: Roger Deakins

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Scott Rudin Productions, Touchstone Pictures

    Elenco

    Adrien Brody, Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix, Sigourney Weaver, William Hurt

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Para cinéfilos de plantão, o nome do diretor M. Night Shyamalan é sinônimo de um grande frescor no cinema de suspense. Pena que esta frase só pode ser aplicada ao seu passado: se O Sexto Sentido (1999) mostrou para os espectadores que os filmes de suspense podem ser muito mais do que sobre serial killers feitos para adolescentes, ou mesmo sobre fantasmas que não dão susto nem na sua avó, Corpo Fechado (2000) e Sinais (2002) mostraram que o diretor e roteirista andava tendo algumas crises de criatividade.

    A Vila, sua mais nova chance de dar sustos nos espectadores, mostra que a decadência em seus roteiros está mais do que evidente. Como diretor, Shyamalan anda muito bem. Sabe como criar climas como poucos e, admitamos, saber criar clima é quase tudo que um diretor precisa fazer em um filme de suspense. No entanto, outro ingrediente importante nesse tipo de filme, o roteiro, deixa muito a desejar em se tratando de seu último filme.

    Agora, sobre a história de A Vila, pouco se pode falar. A alma do filme está nas surpresas, especialmente as destinadas ao final da película. E não serei a chata a estragá-las. O longa se passa em Covington, uma vila isolada que não tem mais do que cem habitantes, no final do século 19. Ela é cercada por uma densa floresta onde vivem criaturas sobrenaturais com quem seus moradores criaram um pacto: eles não atacam a vila, desde que os que moram nela não entrem na floresta. Por isso, há muitos anos eles não vão à cidade, uma vez que a floresta fica no caminho.

    A existência das chamadas "criaturas-das-quais-não-falamos" impõe nos moradores de Covington um clima de medo capaz de assustar ao espectador de uma maneira esplendorosa. Afinal, é isso que se procura ao ver um filme do gênero. No entanto, à medida que algumas verdades são reveladas, nos sentimos enganados, confusos. Não há nada de sobrenatural em A Vila, apesar do que se espera na primeira metade do filme. Mas, calma, não seria um desperdício de tempo assistir a este filme, já que ele é uma bela metáfora à política norte-americana regente. Portanto, boas discussões podem surgir após a sessão.

    No entanto, não são críticas políticas que esperamos de Shyamalan: queremos ter medo, nos surpreender, querer rever o filme para encontrar traços que antecedessem seu final - reações que aconteceram em O Sexto Sentido. Mas, infelizmente, não foi desta vez. Agora, se você não espera isso do diretor, certamente gostará mais de A Vila do que eu. Só não diga que não avisei.

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