A VINGANÇA DO MOSQUETEIRO

A VINGANÇA DO MOSQUETEIRO

(The Musketeer)

2001 , 104 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Hyams

    Equipe técnica

    Roteiro: Gene Quintano

    Produção: Moshe Diamant

    Fotografia: Peter Hyams

    Trilha Sonora: David Arnold

    Estúdio: Miramax Films

    Elenco

    Catherine Deneuve, Jean-Claude Dreyfus, Jean-Pierre Castaldi, Jeremy Clyde, Justin Chambers, Mena Suvari, Stephen Rea, Tim Roth

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Ter escrito Academia de Polícia 3 e 4 não é exatamente um bom cartão de visitas para um roteirista. Mas é este o caso de Gene Quintano, que não foi muito feliz ao adaptar para o cinema a clássica história de Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Nesta nova versão, o filme mostra a volta de D’Artagnan (Justin Chambers, de O Casamento dos Meus Sonhos) à sua cidade natal, com as missões de integrar a guarda de elite dos Mosqueteiros do Rei e se vingar do perverso Febre (Tim Roth, praticamente no mesmo papel que fez em Vatel), o assassino de seus pais. Mas, a legião dos Mosqueteiros foi desfeita e, embora esteja disposto a lutar sozinho, D’Artagnan encontra aliados na corajosa Francesca (Mena Suvari, de Beleza Americana e American Pie) e nos ex-mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis (Jan Gregor Kremp, Steven Speirs e Nick Moran). Juntos, eles tentam salvar a Rainha da França (Catherine Deneuve, quem diria!) das conspirações de Febre e do Cardeal Richelieu (Stephen Rea, de Traídos Pelo Desejo).

    A idéia era dar uma roupagem mais adolescente à história, com atores mais jovens e cenas de lutas elaboradas pelo coreógrafo chinês Xin Xiong, especialista em artes marciais. Não funcionou. Apesar de bem produzido e ter aproveitado bem seu orçamento de US$ 40 milhões, A Vingança do Mosqueteiro não consegue adicionar nada de novo a todos os outros filmes – mais de 20 – já realizados sobre o mesmo tema. As poucas cenas de lutas marciais também não são suficientes para atrair um novo público para uma velha fórmula e o resultado é um filme que morre na intenção.

    Faltou ousadia à direção de Peter Hyams, o mesmo de Outland – Comando Titânio e O Fim dos Dias. Restam apenas as belas paisagens e castelos do sudoeste da França.

    3 de abril de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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