A VISITA

A VISITA

(The Visit)

2015 , 94 MIN.

12 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 26/11/2015

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • M. Night Shyamalan

    Equipe técnica

    Roteiro: M. Night Shyamalan

    Produção: Jason Blum, M. Night Shyamalan, Marc Bienstock

    Fotografia: Maryse Alberti

    Trilha Sonora: Naaman Marshall

    Estúdio: Blinding Edge Pictures, Blumhouse Productions

    Montador: Luke Franco Ciarrocchi

    Distribuidora: Universal Pictures

    Elenco

    Benjamin Kanes, Brian Gildea, Deanna Dunagan, Ed Oxenbould, Erica Lynne Marszalek, John Buscemi, Jon Douglas Rainey, Kathryn Hahn, Michael Mariano, Michelle Rose Domb, Olivia DeJonge, Peter McRobbie, Richard Barlow, Sajida De Leon, Shelby Lackman

  • Crítica

    24/11/2015 17h22

    Por Daniel Reininger

    Com olhar afiado para o lado sinistro da vida, M. Night Shyamalan é um diretor que deveria se manter no gênero terror. Com A Visita, mostra que é capaz de assustar e incomodar quando o bizarro e o assustador são o foco de seu filme. Ainda assim, o humor fora de hora e cenas esquisitas não conseguem tirar o diretor de O Sexto Sentido da maré de filmes fracos que se encontra na última década.

    Na trama, Tyler e Rebecca são irmãos adolescentes que viajam para a Pensilvânia rural para conhecer seus avós, que passaram décadas brigados com sua mãe. A garota é uma aspirante a cineasta e quer documentar o passeio como uma forma de terapia para sua mãe, que mantém as razões para a briga com os pais como segredos guardados a sete chaves. Chegando à casa dos avós, encontram dois simpáticos velhinhos, aparentemente normais, mas que se mostram cada vez mais debilitados e estranhos conforme os dias passam.

    A viagem é contada através das lentes dessas duas crianças, o que traz uma grande franqueza para o longa, apesar dos comentários óbvios e, muitas vezes, desnecessários ao longo de todo o filme. Os atores mirins possuem boa química e com duas câmeras nas mãos desvendam aos poucos os mistérios da casa dos avós. Conforme as coisas ficam tensas, o estilo found footage de terror começa a ganhar forma e os sustos até funcionam.

    Apesar disso, outros tantos sustos são totalmente ridículos e fazem do filme uma fraca mistura de horror e comédia, que simplesmente não funciona. É bom ver Shyamalan tentando fazer algo novo, porém, ele não chega a ser subversivo como o jovem Peter Jackson ou Sam Raimi e cria uma aventura esquisita, que não sabe se quer ser suspense, terror ou comédia adolescente. O final é prova disso e talvez seja o momento mais decepcionante do longa.

    Esse não é o único problema, o filme é genérico demais, afinal, utiliza diversos clichês do gênero, e as repetições para reforçar a estranheza da situação dos protagonistas não ajudam em nada. Ainda mais pelo fato do suspense começar logo, mas evoluir pouco, tomado por redundâncias dispensáveis para o avanço da trama. As reviravoltas então são previsíveis demais e furos inexplicáveis no roteiro também só atrapalham.

    Como todo filme do diretor, a lição de moral está lá: A trama serve para nos lembrar de que precisamos perdoar as pessoas amadas, antes que seja tarde demais, e nunca deixar eventos do passado controlar nossas vidas. Esse ensinamento final é algo constante na filmografia do cineasta e, nesse filme, parece algo ainda mais jogado e forçado do que em suas produções anteriores. Uma pena, mas A Visita é mais um fraco filme para a longa lista de fracassos do diretor que, um dia, nos surpreendeu.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus