A VOLTA DO TODO PODEROSO

A VOLTA DO TODO PODEROSO

(Evan Almighty)

2007 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 03/08/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tom Shadyac

    Equipe técnica

    Roteiro: Josh Stolberg, Robert Florsheim, Steve Oedekerk

    Produção: Gary Barber, Michael Bostick, Neal H. Moritz, Roger Birnbaum, Steve Carell, Tom Shadyac

    Fotografia: Ian Baker

    Trilha Sonora: John Debney

    Estúdio: Original Film, Spyglass Entertainment, Universal Pictures

    Elenco

    Ed Helms, Jimmy Bennett, John Michael Higgins, Johnny Simmons, Jonah Hill, Lauren Graham, Morgan Freeman, Simon Helberg, Steve Carell, Wanda Sykes. John Goodman

  • Crítica

    03/08/2007 00h00

    Incrível! Finalmente uma comédia norte-americana feita para o grande público que não abusa de humor grotesco nem de situações do gosto duvidoso. Nem uma piada de banheiro, sequer. Dá para acreditar? Pois assim é A Volta do Todo Poderoso, um filme que pode ser curtido por toda a família, sem constrangimentos.

    Após o grande sucesso de Todo Poderoso (2003), o roteirista Steve Oederek recicla os personagens criados por Joel Cohen e Alec Sokorow para contar uma nova história. Desta vez, sem Jim Carrey e com o personagem Evan (Steve Carrell, de O Virgem de 40 Anos) deixando de ser apenas um coadjuvante (ele era o divertido apresentador de telejornal) para assumir o papel principal. Deus continua o mesmo: Morgan Freeman. Mesmo porque substituir Deus seria uma heresia. O diretor também é o mesmo Tom Shadyac, que não dirigia nenhum longa para cinema desde Todo Poderoso.

    Agora, Evan larga seu emprego de âncora de televisão para se dedicar à carreira política, mudando-se para Washington com a esposa e três filhos. Ele se elegeu deputado com o slogan "Vamos Mudar o Mundo". Promessa é dívida: Deus em pessoa cobra o cumprimento da plataforma eleitoreira e ordena que Evan construa uma arca igual à de Noé para se prevenir de uma gigantesca inundação que estaria para acontecer. As situações que se seguem são deliciosamente previsíveis. Num primeiro momento, Evan acredita estar ficando louco; no próximo, todos acreditam que ele está louco.

    Como não poderia deixar de acontecer neste tipo de filme, a moral da história aponta para a valorização dos laços familiares em detrimento dos falsos valores da sociedade consumista. Ou coisa parecida. Há quem ache brega; há quem ache emocionante. O fato é que este tipo de mensagem está presente em toda a obra do genial Frank Capra e ninguém na época achava cafona. Hoje, num mundo mais cínico, há menos espaço para esta espécie de conteúdo. Mas A Volta do Todo Poderoso não é nem tão piegas quanto poderia parecer, nem tão genial quanto um Capra. É um entretenimento digno, simpático e eficiente, o que não é pouca coisa para as comédias atuais. Steve Carrell tem o carisma e o humor necessários ao papel, mostrando que deverá de fato estourar como o novo Agente 86, que em breve estará nos cinemas.

    Talvez, quando for lançado em DVD, o making of de A Volta do Todo Poderoso se torne ainda mais atrativo que o próprio filme. Afinal, deve ser no mínimo interessante ver como a produção conseguiu orquestrar a supervisão, os cuidados e o treinamento das 177 espécies animais que aparecem em cena. Isso sem falar na construção da arca em si, que demandou fundações de concreto para erguer uma estrutura de madeira de 1,8 tonelada, resultando numa embarcação de 24 metros de largura por 18 altura e 83 de comprimento, posteriormente aumentada digitalmente para 137 metros.

    Porém, todo este altíssimo investimento em produção - na ordem de US$ 175 milhões - pode demorar para retornar, já que no primeiro mês em cartaz nos cinemas norte-americanos, A Volta do Todo Poderoso não chegou a faturar US$ 100 milhões. A salvação pode vir com DVD... Se Deus quiser.

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