ABC DO AMOR

ABC DO AMOR

(Little Manhattan)

2005 , 90 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mark Levin

    Equipe técnica

    Roteiro: Jennifer Flackett

    Produção: Gavin Polone

    Fotografia: Tim Orr

    Trilha Sonora: Chad Fischer

    Estúdio: New Regency Pictures

    Elenco

    Bradley Whitford, Charlie Ray, Cynthia Nixon, Jason Woodruff, Josh Hutcherson, Kevin Watson, Patsy Dougherty, Tonye Patano

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O amor infantil carrega em si uma inocência que acabamos perdendo junto com a entrada na vida adulta. ABC do Amor é um simpático retrato de como esse sentimento tão ambíguo - que traz dores ao mesmo tempo que é almejado por qualquer pessoa, romântica ou não - é capaz de atingir o cotidiano e a mente de um menino de 11 anos.

    Gabe (Josh Hutcherson, de Zathura - Uma Aventura Espacial) é o garoto em questão. Ele conhece Rosemary (a estreante Charlie Ray) desde o jardim de infância, mas aquela fase na qual meninos e meninas se odeiam faz com que a convivência entre os dois se resuma à nulidade. Quando Rosemary entra na mesma aula de caratê de Gabe, ele passa a nutrir esse sentimento pela menina. No auge de seus 11 anos, ele acredita piamente que é amor. E quem somos nós para questionar isso? Provavelmente ele questionará isso em menos de dez anos, mas, no tempo presente, ele sofre, chora e sente tudo que os adultos sentem quando gostam de alguém e não sabem se são correspondidos. Muitas vezes, Gabe exagera nas reações, o que é compreensível. Quando se tem pouco mais de uma década de vida as coisas sempre parecem maiores do que realmente são. O fato é que Gabe e Rosemary tornam-se amigos inseparáveis. Ao mesmo tempo, também cresce a ansiedade do menino, que quer saber se seus sentimentos são correspondidos. Além disso, em sua casa existe um exemplo de como o amor pode ser finito: seus pais, Adam (Bradley Whitford) e Leslie (Cynthia Nixon, a Miranda do seriado Sex and the City), estão há mais de um ano atravessando por um processo de divórcio e ainda vivem sob o mesmo teto.

    ABC do Amor é uma simpática crônica sobre o primeiro amor que dialoga fortemente com o ambiente onde vive o protagonista, a cidade de Nova York. Mais precisamente em Manhattan - o que explica o nome da produção em inglês, Little Manhattan. Apesar de ser protagonizado por crianças, não se trata de um filme totalmente infantil. Claro que ele deve agradar também aos pré-adolescentes, mas aos adultos também é interessante a visão tão inocente sobre o amor. A narrativa, em primeira pessoa, ajuda o expectador a se aproximar mais ainda do universo do protagonista. Mais ou menos o que acontece com o saudoso seriado Anos Incríveis. Coincidência ou não, o diretor Mark Levin - que faz sua estréia atrás das câmeras com este trabalho - esteve envolvido na produção da série, exibida no final dos anos 80.

    Em ABC do Amor, não há expectativas sexuais, nem mesmo quanto à eternidade do sentimento, e isso faz falta para os românticos mais cansados. Também não há decepções amorosas antecedentes, o que torna o sentimento de Gabe tão puro. Não está em questão a veracidade do que ele sente, mas sim como o menino encara essa novidade em sua vida. Vale lembrar que a performance de Josh Hutcherson é crucial para o sucesso de ABC do Amor nesse sentido. O menino é tão adorável que dá vontade de morder-lhe a bochecha - talvez as garotas entendam melhor do que estou falando. Por falar nisso, a diferença entre garotos e garotas é abordada neste filme, de forma sutil e um tanto quanto superficial. Mas, afinal, quem consegue ser profundo aos 11 anos?

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