ABRAÇOS PARTIDOS

ABRAÇOS PARTIDOS

(Los Abrazos Rotos)

2009 , 127 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 04/12/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Pedro Almodóvar

    Equipe técnica

    Roteiro: Pedro Almodóvar

    Produção: Agustín Almodóvar, Esther García

    Fotografia: Rodrigo Prieto

    Trilha Sonora: Alberto Iglesias

    Estúdio: Canal+ España, El Deseo S.A, Televisión Española (TVE), Universal International Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Agustín Almodóvar, Alejo Sauras, Angela Molina, Bina Daigeler, Blanca Portillo, Carlos Leal, Carlos Sampedro, CarlosGarcía Cambero, Carmen Machi, Chema Ruiz, Chus Lampreave, Coté Soler, Dani Martín, Enrique Aparicio, Enrique Vargas, Esther García, Fernando Iglesias, Fernando Lueches, Javier Coll, Javier Giner, JonsPappila, José Luis Gómez, Juan Bautista Cucarella, Karola Sánchez, Kira Miró, Kiti Manver, Lluís Homar, Lola Dueñas, Lyng Dyrup, Mariola Fuentes, Marta Aledo, Penélope Cruz, Ramón Pons, Rossy de Palma, Rubén Ochandiano, Tamar Novas, Viviana Espinoza

  • Crítica

    02/12/2009 16h17

    Abraços Partidos defende o cinema e contém, dentro do tradicional e sofisticado melodrama de Pedro Almodóvar (Volver), uma viagem por outros gêneros, especialmente o noir.

    Se não tiver um roteiro extremamente intricado, com momentos dramalhões, santos que se revelam demoníacos (e vice e versa), não é Almodóvar. Ele volta a trazer esses elementos à história de um diretor de cinema cego (Lluís Homar) com um passado misterioso que envolve dois núcleos, o de um empresário rico (José Luis Gómez), sua jovem esposa (Penélope Cruz) e seu filho (Rubén Ochandiano), com a diretora de produção (Blanca Portillo) e seu filho (Tamar Novas).

    Abraços Partidos reforça o que os 35 anos de carreira do diretor provam: a força do roteiro e a importância dos personagens. Uma vez mais, o espanhol manipula com habilidade as nossas emoções e nos deixa no ar, suspensos, aguardando o desfecho de uma seqüência. Quando ele ocorre, a reação é um sonoro “óóóoooo”, seguido de “não acredito”.

    Almodóvar volta a buscar, e alcançar, a sofisticação dramatúrgica e enquadramentos de Fale Com Ela (2002) ao lado da loucura de Mulheres À Beira de Um Ataque de Nervos (1988). Para tal, traz para o epicentro de seu filme o cinema.

    Como? Com discretas frases como “um filme precisa ser finalizado, mesmo que às cegas” ou “o filme é quem manda”. Com referências a Louis Malle e Jeanne Moreau em Ascensor Para o Cadafalso. E especialmente com o flerte com outros gêneros cinematográficos dentro de Abraços Partidos.

    O filme é um drama, que pula para o melodrama, que abre um imenso capítulo para trazer o noir e o mistério para sua esfera. Sem o menor pudor, volta para sua essência e segue sem caminho.

    Penélope Cruz, que interpreta uma aspirante à atriz, acompanha um elenco afinado, com rostos que você provavelmente já viu em outros filmes do cineasta.

    Talvez não seja o Almodóvar agressivo dos anos 80 (fase pela qual tenho mais carinho, confesso). Um diretor mais sereno, calmo, de cores mais frias e de música clássica. Mas duas coisas não faltam neste filme: a sua posição em não julgar o ser humano e a defesa do cinema.

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