ACHADOS E PERDIDOS

ACHADOS E PERDIDOS

(Achados e Perdidos)

2005 , 105 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • José Joffily

    Equipe técnica

    Roteiro: Paulo Halm

    Produção: Heloísa Rezende, José Joffily

    Fotografia: Nonato Estrela

    Trilha Sonora: André Abujamra

    Estúdio: Coevos Filmes

    Elenco

    Antônio Fagundes, Genézio de Barros, Hugo Carvana, Isaac Bernat, Juliana Knust, Malu Galli, Ricardo Blat, Roberto Bomtempo, Zezé Polessa

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Baseado em livro homônimo de Luiz Alfredo Garcia-Roza, Achados e Perdidos é uma produção com potencial: bem dirigida, tem uma história interessante. Porém, a produção apresenta problemas que comprometem todo o conjunto.

    Trata-se de um suspense que se passa no submundo de Copacabana, tradicional bairro da cidade do Rio de Janeiro. E lá onde transitam os vértices do triângulo amoroso que dá base ao roteiro. Vieira (Antônio Fagundes) é um policial aposentado. Evidentemente deprimido, parece só conseguir momentos agradáveis ao lado de Magali (Zezé Polessa). Prostituta, ela é amante de Vieira. Após uma noite de bebedeira, ela é encontrada assassinada em seu apartamento. As suspeitas caem sobre Vieira, último a ser visto ao lado de Magali. Além do próprio suspeito, a única pessoa que parece acreditar em sua inocência é a jovem Flor (Juliana Knust, estreando na carreira cinematográfica), amiga de profissão de Magali.

    Dirigido por José Joffily (Dois Perdidos Numa Noite Suja), Achados e Perdidos tem um roteiro fraco. Os diálogos são quase vergonhosos, assim como a atuação dos protagonistas. A jovem Juliana, mais famosa por conta de seu trabalho em novelas, não sustenta a responsabilidade das fortes cenas envolvendo a nudez de sua personagem. Ela parece estar "travada". Malu Galli é uma surpresa, já que, coadjuvante, é capaz de roubar a cena vivendo uma drogada de caráter duvidoso.

    O clima de suspense é mantido, apesar da obviedade na conclusão do roteiro. Achados e Perdidos é um filme bem dirigido, mas ainda existe um ranço de "filme brasileiro querendo ser norte-americano", especialmente nas cenas nas quais o personagem de Fagundes dá uma de Charles Bronson e similares. De qualquer forma, o contorno psicológico dado aos personagens é bem traçado, mas durante toda a exibição a impressão que fica é que falta alguma coisa para que a produção realmente decole. Talvez seja a frieza em excesso do protagonista, incapaz de conquistar uma mínima simpatia do espectador. Não somente o protagonista, mas toda a produção é distante o suficiente para provocar esse tipo de reação.

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