ADORAÇÃO

ADORAÇÃO

(Adoration)

2008 , 100 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Atom Egoyan

    Equipe técnica

    Roteiro: Atom Egoyan

    Produção: Atom Egoyan, Jennifer Weiss, Simone Urdl

    Fotografia: Paul Sarossy

    Trilha Sonora: Mychael Danna

    Estúdio: Ego Film Arts

    Elenco

    Arsinée Khanjian, Devon Bostick, Dominic Cuzzocrea, Katie Boland, Kenneth Welsh, Rachel Blanchard, Scott Speedman

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Adoração, novo filme escrito e dirigido pelo cineasta egípcio Atom Egoyan, aborda principalmente os limites existentes entre o real e o imaginário; as mentiras que se escondem e se acumulam.

    Primeiramente, acompanhamos o jovem Simon (Devon Bostick); ele lê para sua sala uma redação na qual fala sobre seus pais, profundamente traumatizados por um episódio relacionado a um ato terrorista. Na atualidade, ele vive com o tio, Tom (Scott Speedman, finalmente - e com merecimento - encontrando seu lugar no cinema depois de ter réu seu rosto conhecido como o mocinho do extinto seriado Felicity), no Canadá. Aos poucos, são reveladas as verdades por trás dessa redação que ele lê à sala e as conseqüências dele assumir o papel que assume ao escrevê-la. Envolvido pela professora de francês Sabine (Arsinée Khanjian), Simon parece perder os limites da realidade e da ficção que cria em sua mente já traumatizada pela perda precoce dos pais.

    A narrativa de Adoração é desenvolvida em tempos distintos; ficção e realidade vão se desenhando na tela, o que pode confundir no início, mas são questões bem solucionadas pelo roteiro. Os fatos, escondidos sob as camadas de mentiras, são revelados aos poucos, o que acaba prendendo a atenção do espectador. No entanto, as discussões sobre atos de terrorismo, das quais o protagonista participa por meio da internet, são chatas e não funcionam em nada pro andamento da narrativa. A trilha sonora é bela, mas intermitente, o que acaba cansando na metade do longa.

    Mesmo irregular, Adoração acaba cumprindo a função de apresentar uma história permeada não somente por um ato de terrorismo não-concretizado, mas principalmente como atos violentos, fatos e ilusão são capazes de delinear nossa realidade.

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