ADRENALINA (2006)

ADRENALINA (2006)

(Crank)

2006 , 90 MIN.

Gênero: Ação

Estréia: 01/12/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brian Taylor, Mark Neveldine

    Equipe técnica

    Roteiro: Brian Taylor, Mark Mark Neveldine

    Produção: Gary Lucchesi, Michael Davis, Richard S. Wright, Richard Wright, Skip Williamson, Tom Rosenberg

    Fotografia: Adam Biddle

    Trilha Sonora: Paul Haslinger

    Estúdio: Lakeshore Entertainment, Lionsgate Films

    Elenco

    Amy Smart, Carlos Sanz, Dwight Yoakam, Efren Ramirez, Jason Statham, Jose Pablo Cantillo, Reno Wilson

  • Crítica

    01/12/2006 00h00

    Seria óbvio dizer que Adrenalina é um filme repleto de ação e emoção, porém cabe reforçar essa afirmação. A produção é intensamente marcada pelo dinamismo do enredo, dos atores, da direção e de todos os elementos que possam compor um longa-metragem. Mesmo assim, o humor negro dá o tempo necessário para o público retomar o fôlego e relaxar entre uma cena e outra, tirando aquela sensação desconfortável de sufoco causada por muitos filmes do gênero. Adrenalina marca a estréia de uma dupla promissora na direção, Mark Neveldine e Brian Taylor, que também assina o roteiro.

    A criativa história traz Chev Chelios (Jason Stathan) no centro das atenções. Ele é um assassino profissional que foi envenenado com uma substância química chinesa por seu rival, que quer vingar a morte de um chefão do crime organizado. Para conseguir algumas horas de vida, Chelios não pode deixar a taxa de adrenalina em seu organismo baixar e, seguindo as orientações de seu médico, ele inicia uma busca alucinante para se manter altamente ativo e se vingar de seus assassinos.

    Por ser um filme com um personagem principal bem marcante, presente em todas as cenas, a atuação de Jason Stathan - acostumado a filmes que tendem ao humor negro como em Snatch - Porcos e Diamantes e Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes - arca com o peso da responsabilidade e cria uma personalidade única para Chev Chelios, um assassino frio e azarado, mas que, ao mesmo tempo, é doce e apaixonado ao lado da distraída namorada Eve, interpretada com louvor por Amy Smart (Efeito Borboleta).

    Em um filme como Adrenalina, que utiliza uma linguagem visual semelhante à de clipes musicais, a trilha sonora precisa ser escolhida cuidadosamente, fazendo parte do enredo e ditando o ritmo acelerado do filme. O resultado é surpreendente e ousado em optar por uma variedade de ritmos, que, aparentemente, não combinam entre si como o clássico country Achy Breaky Heart, interpretado por Jarrett & Long, e o punk rock nervoso da banda NOFX, sobrando espaço para pitadas de músicas latinas e uma forte influência do hip hop.

    A montagem ganha ritmo frenético com quadros rápidos e cortes bruscos, resultando em uma edição cheia de recortes e velocidade, assim como os enquadramentos e movimentos de câmera, que propagam energia para além da telona. O nome do editor de Adrenalina pode não ser nenhuma referência ao espectador, porém Brian Berdan é o responsável pela edição de Assassinos por Natureza, de Oliver Stone. A violência e as piadas sarcásticas de Adrenalina também são resultado de uma influência nítida e bem-sucedida do estilo Quentin Tarantino (Pulp Fiction) de dirigir.

    Um longa-metragem inovador, desde o roteiro até a finalização da produção, com uma linguagem visual bem particular, Adrenalina mostra que é um ótimo entretenimento; inteligente sem ser politicamente correto e desgastante, um meio termo entre os comerciais hollywoodianos e os introspectivos filmes de arte.

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