AINDA ADORÁVEIS

AINDA ADORÁVEIS

(Lovely, Still)

2008 , 90 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nicholas Fackler

    Equipe técnica

    Roteiro: Nicholas Fackler

    Produção: Dana Altman, Jack Turner, James Lawler, Lars Knudsen

    Fotografia: Sean Kirby

    Trilha Sonora: Mike Mogis, Nate Walcott

    Elenco

    Adam Scott, Elizabeth Banks, Ellen Burstyn, Martin Landau

  • Crítica

    29/10/2009 18h33

    Embora tenha alguns problemas que atrapalham a narrativa, como a trilha sonora em uso excessivo, Ainda Adoráveis não tem grandes pretensões: quer ser um filme de amor. E, de fato, consegue a proeza de emocionar ao desenvolver uma história de amor das mais complexas, ao mesmo tempo do tipo que o cinema nos ensinou que existe.

    Trata-se da estreia na direção de Nik Fackler, jovem cineasta que cresceu na cidade de Omaha, em Nebraska, onde a cena musical independente é forte. Por isso, começou sua carreira como cineasta dirigindo videoclipes de bandas como Bright Eyes e Cursive. Ele é jovem, mas resolveu voltar suas lentes ao amor maduro em seu primeiro longa-metragem, cujo roteiro também é de sua autoria. Um amor maduro, mas que caminha como os mais inocentes. Robert Malone (Martin Landau) é um senhor que já passa dos 80 anos. Ele vive sozinho e trabalha no supermercado local. Tudo muda quando uma nova vizinha passa a morar na casa da frente. De repente, Robert não está mais sozinho, mas sim na companhia da adorável Mary (Ellen Burstyn). Como um milagre de Natal, Robert e Mary, que já se aproximam do final de suas vidas, se encontram e vivem um amor juvenil, sem inseguranças e jogos de sedução. Como se um relacionamento fosse simples. Mas não é e é exatamente isso que descobrimos na medida em que o filme avança.

    Fackler parece entender de amor. Pelo menos do amor idealizado. Deve ter visto muitos filmes do gênero. Ainda Adoráveis é levado nos moldes clássicos das produções do gênero, numa inocência rara não somente no cinema, mas especialmente na vida real, quando o amor é tão difícil de ser concretizado quando os poréns encobrem tudo e todos. Ao mesmo tempo, o filme carrega em si uma complexidade no roteiro, que se revela aos poucos ao espectador, que é difícil segurar as lágrimas. Principalmente pelas atuações dos protagonistas. Nada melhor do que atores seguros, especialmente quando você está fazendo seu primeiro filme. De qualquer forma, o público eventualmente se emociona com esta clássica história de amor. Especialmente se ainda acredita nesse sentimento tão idealizado pelo cinema e pelas canções pop.

    Uma curiosidade: O nome original do filme, Lovely, Still, vem da música em>make a Plan to Love Me, do Bright Eyes.

    - Dia 29/10 (quinta-0feira), CineBombril Sala 1 – 18h10 (Sessão 669)
    - Dia 1/11 (quinta-feira), HSBC Belas Artes, 21h50 (Sessão 1034)
    - Dia 4/11 (domingo), Reserva Cultural, 22h (Sessão 1405)

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