ALBERGUE ESPANHOL

ALBERGUE ESPANHOL

(L'auberge Espagnole)

2002 , 115 MIN.

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Cédric Klapisch

    Equipe técnica

    Roteiro: Cédric Klapisch

    Produção: Bruno Levy

    Fotografia: Dominique Colin

    Trilha Sonora: Ardag, Cyril Moisson, Loïc Dury, Thom Yorke

    Estúdio: France 2 Cinéma

    Elenco

    Audrey Tautou, Cécile De France, Cristina Brondo, Judith Godrèche, Kelly Reilly, Romain Duris

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Vejam só os títulos internacionais do filme Albergue Espanhol, que estréia este final de semana no Brasil: Casa de Loucos, Spanish Apartment, Spanish Inn e - este é ótimo - Euro Pudding. Pudim europeu. Um delicioso pudim europeu formado por diversos sabores. Assim é Albergue Espanhol, divertida celebração da diversidade e das raízes culturais. A história - simples e alto astral - é toda contada por Xavier (Romain Duris), um jovem francês que recebe de um figurão do Governo a promessa de um bom emprego, caso ele estude a língua e a economia da Espanha. Pensando no futuro, Xavier se propõe então a passar um ano estudando Economia em Barcelona. Lá chegando, ele se hospeda numa república onde já vivem uma inglesa, um italiano, um finlandês, uma espanhola e um alemão. Não é preciso ser muito esperto para perceber que o roteirista e diretor Cédric Klapisch (o mesmo de O Gato Sumiu) está criando um microcosmo da união européia. Jovem, instável e - pasmem - unida!

    O ano que Xavier passa com os novos amigos no apartamento de Barcelona serão decisivos. É lá que ele descobre as maravilhas da vida independente, o crescimento, um pouco de maturidade (e da tão necessária imaturidade também), uma existência longe de pai, mãe, de namorada. Uma experiência sem amarras que lhe abre novas perspectivas e lhe proporciona vivências inesquecíveis. Enfim, o sabor da vida, ainda que com a consistência do pudim. É toda a Europa sintetizada naquele bagunçado apê. Críticas à globalização? Nada disso. Um dos grandes méritos do filme é a sua simplicidade, o seu não-panfletarismo político. Na sociedade ideal de Klapisch, Finlândia, Itália, Alemanha, Inglaterra e França convivem com razoável e aceitável nível de Paz. Com algumas pequenas batalhas, é verdade, mas nada que não permita que todos se unam quando alguma ameaça maior surge no horizonte. Há situações dignas de nota: "Inglaterra" namora com "EUA", mas "é só sexo", ela diz. "Espanha" desafia "Finlândia": "Mostre alguma reação, pelo amor de Deus!". E o professor catalalão se recusa a dar aula em espanhol. Que globalização é essa? Que União Européia é essa? É o Pudim de um dos títulos internacionais do filme.

    Albergue Espanhol foge da emoção simplória e do lugar comum até na hora de mostrar a bela Barcelona: a câmera opta por ângulos mais reais e menos turísticos, dando à capital catalã um novo tratamento cinematográfico. Mais "feio", talvez, mas seguramente muito mais humano.

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