ALEXANDRE

ALEXANDRE

(Alexander)

2004 , 175 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Oliver Stone

    Equipe técnica

    Roteiro: Christopher Kyle, Laeta Kalogridis, Oliver Stone

    Produção: Iain Smith, Jon Kilik, Moritz Borman, Oliver Stone, Thomas Schühly

    Fotografia: Rodrigo Prieto

    Trilha Sonora: Vangelis

    Estúdio: Egmond Film & Television, France 3 Cinéma, IMF Internationale Medien und Film GmbH & Co. 3. Produktions KG, Intermedia Films, Pacifica Film, Pathé Renn Productions, Warner Bros

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Aleczander Gordon, Angelina Jolie, Anjali Mehra, Annelise Hesme, Anthony Hopkins, Anthony Jean Marie Kurt, Benny Maslov, Bin Bunluerit, Brian Blessed, Brian McGrath, Chris Aberdein, Christopher Plummer, Colin Farrell, Connor Paolo, David Bedella, Denis Conway, Elliot Cowan, Erol Sander, Féodor Atkine, Fiona O'Shaughnessy, Francisco Bosch, Garrett Lombard, Gary Stretch, Gillian Grueber, Harry Kent, Ian Beattie, Isaac Mullins, Jaran Ngamdee, Jared Leto, Jean Le Duc, Jessie Kamm, John Kavanagh, Jonathan Rhys-Meyers, Joseph Morgan, Kate Elouise, Laird Macintosh, Leighton Morrison, Marie Meyer, Marta Barahona, Matthew Powell, Michael Dixon, Michelle Lukes, Mick Lally, Monica Perego, Monica Zamora, Morgan Christopher Ferris, Neil Jackson, Nick Dunning, Patrick Carroll, Peter Williamson, Rab Affleck, Raz Degan, Robert Earley, Rory McCann, Rosario Dawson, Sam Green, Stéphane Ferrara, Suzanne Bullock, Tadhg Murphy, Tania Matos, Tim Pigott-Smith, Toby Kebbell, Tsouli Mohammed, Val Kilmer

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Todo cineasta é um contador de histórias. Sejam elas sobre acontecimentos, lugares, pessoas. O diretor Oliver Stone é fascinado por histórias sobre pessoas, sejam elas reais ou não: Nascido Em Quatro de Julho (1989), The Doors (1991), JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar (1991), Assassinos Por Natureza (1994) e Nixon (1995) são alguns clássicos do cinema contemporâneo, dirigidos por Stone, que tratam de grandes figuras. Desta vez, ele resolveu sair do território americano para procurar uma boa história a ser contada e encontrou em Alexandre, O Grande, uma figura para seu mais novo filme, Alexandre.

    O velho Ptolomeu (Anthony Hopkins) é o narrador das conquistas e derrotas de nosso herói, vivido por Colin Farrell. Desde pequeno, ele foi criado por sua mãe, Olímpia (Angelina Jolie), entre cobras, literalmente. Casada com o rei da Macedônia Felipe (Val Kilmer), ela é considerada uma bruxa graças ao temperamento forte e seus répteis de estimação. O filme mostra o jovem Alexandre crescendo fascinado por duas coisas que sempre permearam sua existência: a geografia do Velho Mundo e os rapazes. Aos 18 anos, começou sua jornada pelas terras conhecidas pelo homem antigo, primeiramente levando seus soldados rumo à Ásia Ocidental para libertá-la dos domínios persas. Avançando em terras asiáticas rumo à exótica Índia, Alexandre foi consolidando-se como líder, guerreiro e conquistador, não somente de terras, mas de homens, mulheres e inimigos. Casou-se com a bela asiática Roxana (Rosário Dawson) e nunca deixou de lado o eterno amigo Hefestion (Jared Leto).

    Dessa forma, Oliver Stone endeusa a figura de Alexandre neste épico de enormes proporções. Custando US$ 150 milhões, rendeu nos EUA - o principal mercado cinematográfico do planeta - menos de US$ 40 milhões. Um verdadeiro fracasso de bilheteria. Falou-se muito sobre a bissexualidade do personagem quando, no filme, ele só dá um beijo em um rapaz. Um exagero, então, todo o "auê" em cima disso. Ok, as luzes no cabelo de Farrell são lamentáveis, mas há coisas mais chatas em Alexandre, como a trilha sonora e sua longa duração. São três horas de música instrumental ruim - composta por Vangelis - e nomes difíceis. Chega uma hora em que você tenta dar risada do excesso de lápis de olho usado nos rapazes, ou do sotaque do personagem de Angelina Jolie (eu realmente não entendi o porquê daquele sotaque, ou de tanta gritaria), para não dormir; tenta se concentrar no belo par de olhos azuis de Jared Leto, ou nos lábios de Angelina, para não sair no meio do filme bocejando. O que é bem triste, já que, com tanto dinheiro gasto, é lógico que Alexandre tem fotografia e direção de arte belíssimas. Mas não adianta ver uma série de imagens bonitas quando sua concentração flutua pela sala de cinema diante de um roteiro tão chato.

    Fiquei pensando para quem eu recomendaria Alexandre. Talvez para os que gostaram de Tróia (2003) - da história, não das "belas carnes" de Brad Pitt. Apesar de ser chato, este filme de Stone mostra o que significou Alexandre e deixa claro suas boas e inocentes intenções ao desejar um mundo unificado. Mesmo que por meio de batalhas sangrentas (belas imagens as das batalhas, diga-se de passagem). Seu leito de morte, rodeado de inimigos, apenas mostra a maluquice que é pensar em um mundo unificado. Ainda hoje, mais de dois mil anos depois, ter idéias semelhantes às dele é suicídio e, no fim das contas, esse é o gosto amargo que fica no término de Alexandre.

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