ALMA PERDIDA

ALMA PERDIDA

(The Unborn)

2009 , 100 MIN.

18 anos

Gênero: Terror

Estréia: 20/03/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David S. Goyer

    Equipe técnica

    Roteiro: David S. Goyer

    Produção: Andrew Form, Bradley Fuller, Michael Bay

    Fotografia: James Hawkinson

    Trilha Sonora: Ramin Djawadi

    Elenco

    Cam Gigandet, Carla Gugino, Gary Oldman, Idris Elba, James Remar, Jane Alexander, Meagan Good, Odette Yustman, Rhys Coiro

  • Crítica

    20/03/2009 00h00

    Muito se fala no cinema sobre o holocausto e a perseguição sofrida pelos judeus na Segunda Guerra Mundial, mas esse tipo de tema é abordado, basicamente, somente por dramas. Alma Perdida explora o mesmo tema, mas prefere desenvolver um terror a partir desses trágicos acontecimentos.

    Dirigido por David S. Goyer (O Invisível), Alma Perdida acompanha o terror instaurado na vida da jovem estudante universitária Casey Beldon (Odette Yustman). De repente, ela começa a ser assombrada por um dybbuk - espírito malevolente e vagante do folclore judaico - que encarnou num menino perseguido no campo de concentração de Auschwitz na Segunda Guerra Mundial. O namorado da jovem, Mark Hardigan (Cam Gigandet, de Crepúsculo), e a melhor amiga, Romy (Meagan Good), ajudam Casey da forma que podem, mas ela é obrigada a procurar a ajuda do rabino Sendak (Gary Oldman), especializado em casos espirituais, para conseguir se livrar do tormento.

    A perseguição, aparentemente inexplicável, começa a ganhar forma na medida em que a protagonista descobre seu passado familiar, baseado num pai ausente (James Remar) e numa mãe suicida (Carla Gugino). Se na família ela não encontra apoio, é nos amigos que encontra o conforto para tentar afastar o menino de olhos azuis e brilhantes que a assombra.

    Goyer é capaz de criar algumas imagens bem perturbadoras em Alma Perdida. Nota-se, também, uma clara influência dos filmes de terror orientais tanto na construção da trama quanto na base estética do longa. Temas como crianças fantasmas, bebês e o protagonista lidando com seu passado são recorrentes no cinema de horror oriental, tão em voga em Hollywood.

    Mesmo tendo essa cara de remake sem ser baseado numa obra previamente filmada, Alma Perdida ainda consegue dar seus passos ao tentar explorar o rico folclore judaico, embora perca pontos ao não aprofundar tema tão interessante. Odette Yustman também não segura muito bem a onda de conduzir o terror por conta de sua fraca atuação. Se mesmo assim o espectador for capaz de se envolver no clima de terror proposto pelo longa, as imagens perturbadoras são capazes de assustar. Mesmo assim, Alma Perdida acaba resultando num filme irregular.

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