ALMOÇO EM AGOSTO

ALMOÇO EM AGOSTO

(Pranzo di Ferragosto)

2008 , 75 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 31/07/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gianni di Gregorio

    Equipe técnica

    Roteiro: Gianni di Gregorio

    Produção: Matteo Garrone

    Fotografia: Gian Enrico Bianchi

    Estúdio: Archimede, Ministero per i Beni e le Attività Culturali (MiBAC)

    Elenco

    Alfonso Santagata, Gianni di Gregorio, Grazia Cesarini Sforza, Luigi Marchetti, Marcello Ottolenghi, Maria Calì, Marina Cacciotti, Valeria di Franciscis

  • Crítica

    29/07/2009 10h34

    O filme italiano Almoço em Agosto é a estreia na direção do roteirista de Gomorra, Gianni di Gregorio. A julgar por seu andamento monocórdico e pelas atuações sutis do elenco, é mais um longa da terra de Fellini a procurar desesperadamente pelo apoio dos espectadores de gosto médio. Nada contra filmar as pequenas coisas da vida, a falta de ação do cotidiano, pelo contrário. Cineastas orientais andam fazendo maravilhas com esse minimalismo temático e historicamente o cinema sempre teve seu quinhão de grandes diretores especialistas na prática.

    O problema é a falta de sal do cinema de Gregorio. Assistir a seu filme é o equivalente a comer chuchu sem tempero algum, andar por meia hora do lado de um muro ou dormir com um pequeno e fino colchonete no chão do quarto. Pode ser aborrecido, tedioso e incômodo porque, depois do 10º corte despropositado de um ângulo para outro, sem que qualquer efeito dramatúrgico pudesse existir, é muito difícil não ficar pensando em quando o 70º minuto vai chegar e os créditos finais vão começar a subir.

    A trama (se é que assim podemos chamar o fiapo de história), como já dito, podia até render nas mãos de um diretor que pensasse mais no teatro, no ator, em suma, do que sua vontade de parecer poético e sensível: um homem de meia-idade cuida da mãe doente e recebe, como favor e perdão por uma dívida, mais três senhoras para cuidar. Essas senhoras têm seus atritos (filmados com pilhas e pilhas de acolchoados para não preocupar o espectador), mas acabam gostando da experiência, fazendo com que o homem não tenha outra opção, senão prolongar a felicidade delas.

    Se o cinema italiano ainda está doente, como muitos pregam, com certa razão (afinal, muita coisa não chega aqui e não é selecionada para os cada vez mais conservadores festivais internacionais), o que Gregorio oferece é um paliativo, que já não faz efeito para quem foi tão maltratado por esse pequeno cinema comercial europeu.

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