ALÔ. ALÔ. CARNAVAL!

ALÔ. ALÔ. CARNAVAL!

(Alô. Alô. Carnaval!)

1936 , 67 MIN.

Gênero: Musical

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Adhemar Gonzaga

    Equipe técnica

    Roteiro: Adhemar Gonzaga, Ruy Costa

    Produção: Adhemar Gonzaga, Wallace Downey

    Fotografia: Antonio Medeiros, Edgar Brasil

    Trilha Sonora: Moacyr Fenelon

    Estúdio: Cinédia

    Elenco

    Aurora Miranda, Carmem Miranda, Dircinha Batista, Francisco Alves, Jaime Costa, Mário Reis

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Não são apenas os clássicos franceses de Truffaut e Godard que merecem relançamento, em cópias novas, nos nossos cinemas. Agora, a produção brasileira Alô. Alô. Carnaval!, de Adhemar Gonzaga, também ganha uma importante reestréia. Alô. Alô. Carnaval!,de 1936, foi totalmente recuperado graças aos esforços de Alice Gonzaga – filha de Adhemar e herdeira da produtora Cinédia – em levantar os R$ 270 mil necessários para a restauração. Ela conseguiu a verba com a BR Distribuidora.

    Alô. Alô. Carnaval! foi o primeiro grande sucesso de bilheteria da Cinédia e traz de volta à tela grande os grandes ídolos do período de ouro do rádio brasileiro. Entre eles, Almirante, Alzirinha Camargo, Ataulfo Alves, as irmãs Aurora e Carmen Miranda, Bando da Lua, Dirce Baptista, Heloisa Helena, Jayme Costa, Joel e Gaúcho, Lamartine Babo, Luiz Barbosa e Mário Reis.

    O filme apresenta 22 canções, entre elas Cadê Mimi (João de Barro e Alberto Ribeiro), Cantores do Rádio (João de Barro, Lamartine Babo e Alberto Ribeiro), Pierrot Apaixonado (Noel Rosa e Heitor dos Prazeres), As Armas e os Barões (Alberto Ribeiro), Pirata da Areia (João de Barro e Alberto Ribeiro), Querido Adão (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago) e Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro). Todas poderão ser ouvidas com nitidez, graças à confecção de um novo negativo de som, com redução de ruídos Dolby e mixagem Dolby Sr, sem que fosse alterado o caráter do áudio mono original.

    O argumento foi escrito por João de Barro (Braguinha) e Alberto Ribeiro, dentro de uma fórmula muito simples que depois seria consagrada pelo público brasileiro: sketches cômicos misturados a números musicais. Ainda não era exatamente a Chanchada, gênero que se firmou por meio da Atlântida Cinematográfica, mas pode-se dizer que era um embrião do musical brasileiro.

    O filme é um prato cheio para estudantes, pesquisadores, nostálgicos em geral e para todos aqueles que se interessam pela história do nosso cinema.

    3 de junho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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