ALPHAVILLE

ALPHAVILLE

(Alphaville, Une Étrange Aventure de Lemmy Caution)

1965 , 99 MIN.

anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Luc Godard

    Equipe técnica

    Roteiro: Jean-Luc Godard

    Produção: Andre Michelin

    Fotografia: Raoul Coutard

    Trilha Sonora: Paul Misraki

    Elenco

    Akim Tamiroff, Anna Karina, Eddie Constantine, Howard Vernon, Laszló Szábó

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Dick Tracy em Marte ou Tarzan x IBM. Estes eram alguns títulos “alternativos” promocionais do filme Alphaville, que por uma razão ou outra acabaram não vingando. Escrito e dirigido em 1965 por Jean-Luc Godard, a partir do livro de Paul Éluard, Alphaville logo se transformou num ícone da contracultura, tão em moda naquela época.

    A trama fala de Lemmy Caution (um herói que Godard tomou emprestado de uma série francesa de aventura, que aqui é vivido por Eddie Constantine), um agente secreto que tem como missão destruir a futurista comunidade de Alphaville. Motivo: o lugar foi totalmente dominado pelo terrível computador Alpha 60, que está em vias de se transformar num ser praticamente humano. Porém, Lemmy conhece Natasha Von Braun (Anna Karina), justamente a filha dos cientistas que desenvolveram o Alpha 60. O inevitável acontece: ambos se apaixonam. Porém, na fria e desumana cidade futurista, o amor é um sentimento em extinção.

    Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim, Alphaville é um verdadeiro caldeirão de referências. A começar pelo sobrenome da mocinha, o mesmo do inventor das bombas teleguiadas que arrasaram Londres na Segunda Guerra, que mais tarde criou o programa espacial norte-americano. Há também elementos de Metrópolis, de Fritz Lang, além de claras homenagens ao estilo noir dos filmes policias dos anos 40, uma das paixões de Godard. Porém, não se confunda: Alphaville é de 1965, ou seja, antes do computador HAL de 2001, Uma Odisséia no Espaço, também antes de THX-1138, ficção científica de George Lucas. E – claro - antes, mas muito antes mesmo, de Inteligência Artificial.

    Não espere, contudo, um filme de aventura: com a marca registrada de Godard, Alphaville é um drama existencial. Com toques de ficção e novela policial, sem dúvida, mas antes de tudo um drama existencial.

    6 de maio de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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