AMÉLIA (1998)

AMÉLIA (1998)

(Amélia (1998))

1998 , 130 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ana Carolina Teixeira Soares

    Equipe técnica

    Roteiro: Ana Carolina

    Produção: Renné Bittencourt

    Fotografia: Rodolfo Sánchez

    Trilha Sonora: Nelson Ayres, Paulo Herculano

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Alice Borges, Beatrice Agenin, Bety Goffman, Camila Amado, Duda Mamberti, Marília Pêra, Míriam Muniz, Pedro Paulo Rangel

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Após uma ausência de 12 anos, a cineasta Ana Carolina (Mar de Rosas, Sonho de Valsa) retorna à direção cinematográfica com Amélia, um filme baseado em fatos irreais. Explico: Amélia mostra o conflito cultural entre a sofisticada atriz francesa Sarah Bernhardt (papel de Béatrice Agenin) e três caipironas do interior de Minas Gerais. É fato comprovado que Sarah esteve mesmo no Brasil em 1905, mas, fora isso, todo o resto que se vê no filme é puramente ficcional.

    Ana Carolina criou esta personagem – Amélia (um rápido papel de Marília Pêra) – que seria uma grande amiga brasileira de Sarah Bernhardt. Culta e sofisticada, Amélia tinha, porém, duas irmãs absolutamente ignorantes. Ela morre logo no início do filme e deixa uma herança razoável para as irmãs. Porém, onde está o dinheiro? As matutas acham que está com Sarah. Sarah nem entende o que as mulheres falam. Entre elas, um empresário oportunista tenta se aproveitar da situação. E o resultado é uma grande confusão onde ninguém se entende.

    Segundo a diretora do filme, “é evidente que se trata de uma paródia light do Brasil atual. As irmãs de Amélia – assim como o povo brasileiro – não têm conhecimento das relações de poder, e acabam se vingando em cima da pessoa errada, por pura exaustão”.
    Pode até ser verdade. Mas é um pouco de otimismo de Ana Carolina afirmar que tudo isso é “evidente” no seu filme. Durante os 130 minutos de projeção, o público vai precisar de um pouco de paciência para poder compreender este recado. Mas, por outro lado, ele vai ser brindado com ótimos momentos de humor proporcionados pela excelente atriz Miriam Muniz, a irmã mais velha.

    Não que Amélia seja uma comédia, mas a participação de Miriam é realmente hilariante. Bem produzido, com boa reconstituição de época, elenco afiado e fotografia caprichada, Amélia peca apenas por um detalhe (importante) muito comum ao cinema brasileiro: o medo do corte. Vários momentos do filme poderiam facilmente ter ficado no chão da sala de montagem (uma participação especial de Xuxa Lopes, por exemplo, inútil e sem sentido), o que certamente proporcionaria mais agilidade à trama. Algumas cenas demasiadamente esticadas contribuem para um bocejo aqui e ali, mas no final das contas o resultado é compensador. Principalmente pelo excelente trabalho das atrizes Miriam Muniz (como Francisca), Camila Amado (no papel da irmã Oswalda) e Alice Borges (interpretando Maria Luiza, amiga das irmãs).

    23 de agosto de 2000

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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, e do Canal 21.

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