AMELIA (2009)

AMELIA (2009)

(Amelia (2009))

2009 , 111 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 26/03/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mira Nair

    Equipe técnica

    Roteiro: Anna Hamilton Phelan, Ronald Bass

    Produção: Kevin Hyman, Lydia Dean Pilcher, Ted Waitt

    Fotografia: Stuart Dryburgh

    Estúdio: AE Electra Productions, Avalon Pictures, Fox Searchlight Pictures

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Christopher Eccleston, Ewan McGregor, Hilary Swank, Joe Anderson, Mia Wasikowska, Richard Gere

  • Crítica

    25/03/2010 18h41

    Pioneiros ou pessoas que a vida parece extrapolar o ordinário são um filão bastante explorado e de público fiel, tanto no cinema quanto no mercado editorial. Nos últimos dez anos, a produção de filmes e livros sobre mulheres têm alcançado cada vez mais espaço. Isso não significa que elas não eram interessantes anteriormente, mas o sucesso de público e atrizes competentes têm feito as obras se multiplicarem.

    Não é preciso muito esforço para se lembrar de alguns exemplos: Coco Chanel, a estilista e ícone fashion ganhou, em 2009, dois longas sobre sua vida - Coco Antes de Chanel e Coco Chanel & Igor Stravinsky, que estreia em breve no país. Em Piaf – Um Hino Ao Amor, a interpretação magnífica de Marion Cottilard, para uma das maiores vozes da França, rendeu o Oscar de Melhor Atriz em 2009. E mais: no passado, Salma Hayek produziu e protagonizou Frida, sobre a pintora mexicana. E não é só nas cinebiografias que as mulheres “fortes” estão em alta: Sandra Bullock arrasou nas premiações como Leigh Anne em Um Sonho Possível, baseado em fatos reais, e de quebra levou a estatueta dourada este ano.

    Estas mulheres e Amelia têm muito em comum: quebraram paradigmas, desafiaram convenções, sonharam alto e ousaram arriscar tudo para concretizá-los. E, como não poderia deixar de ser, pagaram o preço.

    Para contar a história de Amelia Earhart, Mira Nair (Nome de Família) opta por uma narrativa clássica. Começa do episódio mais marcante da pioneira da aviação: sua tentativa de ser a primeira mulher a dar à volta ao mundo em 1937. Da partida de seu maior desafio alterna-se passado e presente, recheados de flashbacks, narrações em off e em tom reflexivo da própria Amelia, que nos conta sobre suas aventuras.

    A menina tímida e sonhadora se mostra determinada a quebrar barreiras e, a cada novo desafio superado, ganha confiança e ousadia. Na iminência de conquistar seu primeiro recorde conhece George Putnam (Richard Gere), interessado em conseguir um contrato para que ela escreva um livro sobre o evento. Este editor se tornará seu grande companheiro. A parceria deles, na vida e no amor, será o porto seguro de Amelia, que se casa com a condição de manter seu espírito livre e, mesmo depois de um caso, volta para o marido.

    Ela não quer só conquistar os céus, ela é livre. Se o filme a homenageia pelas conquistas e bravura, também revela sua faceta íntima sem julgá-la perante os valores da época. Amelia expõe as convicções da mulher sem alardeá-las. Do tipo: “Nossa! Como ela é ousada...”. Esse traço da personalidade da aviadora aparece naturalmente.

    A excelente Hillary Swank (Escritores da Liberdade) nos envolve em sua interpretação e toma para si o jeitinho um pouco desengonçado, o sotaque difícil e até as sardas. Mas, apesar de seu trabalho de caracterização e o figurino serem minuciosos, fica patente que a beleza da atriz está disfarçada.

    E, então, voltamos para a mesma cena do início de Amelia. A sensação é a de que agora que já a conhecemos, podemos no presente acompanhar o desenlace da história. O ritmo muda e a tensão cresce. Na virada para o final, somos co-pilotos e estamos dentro da cabine para presenciar ou imaginar como foi que a aventura terminou.

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