AMERICAN PIE 2 - A SEGUNDA VEZ É AINDA MELHOR

AMERICAN PIE 2 - A SEGUNDA VEZ É AINDA MELHOR

(American Pie 2)

2001 , 105 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • James B. Rogers

    Equipe técnica

    Roteiro: Adam Herz

    Produção: Chris Moore, Craig Perry, Warren Zide

    Fotografia: Mark Irwin

    Trilha Sonora: David Lawrence

    Estúdio: Universal Pictures

    Elenco

    Alyson Hannigan, Chris Klein, Jason Biggs, Natasha Lyonne, Shannon Elizabeth, Tara Reid, Thomas Ian Nicholas

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O primeiro American Pie custou US$ 11 milhões e faturou nas bilheterias dos EUA quase dez vezes este valor. A continuação era inevitável. A surpresa fica por conta da qualidade deste segundo filme: ele é, realmente, melhor que o primeiro. Não que isso seja um grande mérito, já que o American Pie de 1999 tinha um roteirinho tosco e piadas de péssimo gosto. Mesmo assim, é agradável ver a evolução – do roteiro, da direção e dos personagens – desta seqüência.

    O elenco original está reunido novamente. Desta vez, os garotos sedentos por sexo do primeiro filme estão um pouco mais calmos, um pouco mais maduros e com preocupações um pouco mais adultas. Só um pouco. Depois da famosa “primeira transa”, parece que há um vazio, que falta algo em suas vidas. E para tentar descobrir o que é os amigos vão passar o verão numa casa à beira de um lago. É lá que um novo “rito de passagem” acontece. Se no primeiro filme transar era fundamental, agora os rapazes buscam algum tipo de amadurecimento pessoal. Claro, situações de péssimo gosto continuam tendo espaço no filme, mas mesmo assim é inegável que o diretor James B. Rogers (o mesmo de Diga Que Não é Verdade) consegue realizar um trabalho mais consistente que Paul Weitz, diretor do primeiro episódio.

    A química entre o elenco funciona de forma satisfatória. Kevin (Thomas Ian Nicholas) busca o amadurecimento tentando ser amigo da ex-namorada, Vicky (Tara Reid, presente em várias produções para adolescentes). Jim (Jason Biggs) centraliza as atenções da platéia com sua incrível capacidade de se meter em encrencas, mesmo motivado pelas melhores intenções. Chris Klein, de Diga que Não é Verdade, vive Oz, o único já amadurecido, que esbanja tranqüilidade na sua relação com Heather (Mena Suvari, o objeto do desejo de Kevin Spacey em Beleza Americana). E Finch (Eddie Kaye Thomas, convincente) procura canalizar sua energia sexual através de milenares filosofias orientais. Como contraponto, apenas Stifler (Seann William Scott de Evolução e Premonição) continua o mesmo imaturo e insensível do primeiro filme. Até o pai de Jim (papel de Eugene Levy) amadureceu e agora procura compreender o filho.

    Dentro da baixíssima qualidade da maioria das comédias direcionadas ao público adolescente, American Pie 2 consegue se manter um pouco acima da média. O filme também obteve ótimos resultados de bilheteria, com seu custo de US$ 30 milhões sendo multiplicado por cinco nos cinemas norte-americanos.

    17 de dezembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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