AMIGOS INSEPARÁVEIS

AMIGOS INSEPARÁVEIS

(Stand Up Guys)

2012 , 95 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 08/03/2013

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Fisher Stevens

    Equipe técnica

    Roteiro: Noah Haidle

    Produção: Gary Lucchesi, Jim Tauber, Sidney Kimmel, Tom Rosenberg

    Fotografia: Michael Grady

    Trilha Sonora: Lyle Workman

    Estúdio: Lakeshore Entertainment, Sidney Kimmel Entertainment

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Addison Timlin, Al Pacino, Alan Arkin, Aliya Astaphan, Andy Skauge, Bill Burr, Brandon Scott, Christopher Walken, Courtney Galiano, Donnie Smith, Eric Etebari, Eve Brenner, Franklin Ruehl, Jay Bulger, Julianna Margulies, Katheryn Winnick, Lauriane Gilliéron, Mark Margolis, Rick Gomez, Roland Feliciano, Sam Upton, Vanessa Ferlito, Weronika Rosati, Yorgo Constantine

  • Crítica

    06/03/2013 16h38

    Por Daniel Reininger

    Unir Christopher Walken, Alan Arkin e Al Pacino no mesmo filme é quase garantia de uma grande obra. Quase, pois por mais divertido que seja ver os três veteranos rodando a cidade com um Corvete roubado, Amigos Inseparáveis é inconsistente e não consegue chegar à altura dessas lendas do cinema.

    Tudo começa com Val (Pacino) saindo da prisão após 28 anos. Doc (Walken) vai buscá-lo e juntos passam o dia se divertindo como nunca. O problema é que Doc tem uma missão ingrata: matar seu amigo e parceiro de crime, como vingança para um chefão da máfia. Logo os dois entendem a tristeza da situação, marcam um horário para o fim e seguem aprontando durante a noite toda. A farra tem direito a visita a bordel, cuja dona é a hilária Lucy Punch, assalto a farmácia, uso de pílulas contra impotência, que levam Val para o hospital, e muito mais.

    É divertido ver como os protagonistas estão à vontade em seus papeis. Walken anda com cautela, com os braços balançando rigidamente, sempre ereto, reflexo da tensa situação que vive. Enquanto Pacino está sempre curvado para a frente, como se não pudesse esperar para seguir adiante em busca de novas experiências no pouco tempo que lhe resta. Seus movimentos são tão expressivos que, mesmo se fosse um filme mudo, nós ainda saberiamos tudo sobre esses personagens.

    Embora siga a estética de filmes americanos da virada dos 60 para os 70, a narrativa de Amigos Inseparáveis é uma mistura de Se Beber, Não Case! Com Os Bons Companheiros – o que não funciona. A dificuldade em administrar o ritmo faz com que o filme se perca em algumas das piadas. Pior, o diretor não parece ter consciência disso e não faz nada a respeito.

    A trama começa devagar demais, com piadas forçadas incapazes de arrancar risadas do espectador mais cínico. As coisas só melhoram quando Hirsh (Alan Arkin), ex-motorista da gangue, se junta a Val e Doc após um resgate audacioso em uma casa de repouso. A partir desse momento tudo fica mais interessante. Isso não significa que as situações enfrentadas pelos amigos pareçam minimamente possíveis, mas são divertidas.

    Em boa parte do tempo, o filme parece vagar sem rumo, sem saber para onde seguir, como uma coleção de sketches de situações inusitadas. O novato roteirista Noah Haidle tem uma premissa boa e três personagens fortes, porém ele e o diretor Fisher Stevens parecem não saber como administrá-los e, por isso, decidiram investir em eventos aleatórios, cruzando os dedos para tudo dar certo.

    Mesmo sem roteiro ou direção de primeira, é inegável que Amigos Inseparáveis possui certo charme, mérito do trio de atores. Infelizmente, mesmo os momentos mais divertidos evaporam assim que se sai da sala de cinema. Uma pena ver tamanho desperdício em um filme com elenco tão forte.


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus