AMIZADE COLORIDA

AMIZADE COLORIDA

(Friends With Benefits)

2011 , 109 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 30/09/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Will Gluck

    Equipe técnica

    Roteiro: David A. Newman, Harley Peyton, Keith Merryman, Will Gluck

    Produção: Janet Zucker, Jerry Zucker, Liz Glotzer, Martin Shafer, Will Gluck

    Fotografia: Michael Grady

    Estúdio: Castle Rock Entertainment, Olive Bridge Entertainment, Screen Gems, Zucker Productions

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Adam Zotovich, Agueda Ramirez, Alex Phillip, Alicia Mazepa, Amanda Gist, Andrew Fleming, Andy Samberg, Angel Feliciano, Angelique Cabral, Brooklyn McLinn, Bryan Williams, Cameron Cash, Catherine Reitman, Chike Johnson, Christopher T. Wood, Courtney Henggeler, Danielle Polanco, DeAnna Walters, Duane R. Shepard Sr., Emma Stone, Evelina Pereira, Hannibal Miles, James Wallington, Jason Segel, Jason Sung Lee, Jeremy McLain, Jermaine Montell, Jerry Hyman, Jerry Ying, Joanna Numata, Justin Timberlake, LaJon Dantzler, Lance Kerfuffle, Laura Fremont, Lili Mirojnick, Masi Oka, Mayumi Miguel, Michael Morris, Mila Kunis, Nick Lee, Nicole Guidetti, Nolan Gould, Patricia Clarkson, Rashida Jones, Richard Jenkins, Rupak Ginn, Ryan Dodson, Seth Stewart, Shane Schoeppner, Shaun White, Steven Rosa, Tammy Dugen, Teresa Hui, Timothy Bish, Tiya Sircar, Usman Ojibara, Wes Pope, William Patrick Brown, Woody Harrelson

  • Crítica

    26/09/2011 08h00

    Não adianta acusar Amizade Colorida de plagiar Sexo sem Compromisso. Bem antes desses dois longas, muitos outros abordaram o tradicional tema da relação sexual sem afeto ou dos limites da transa sem envolvimento emotivo.

    Amizade Colorida não parece, sequer, ambientado no mundo real, mas sim dentro de um mundo paralelo chamado cinema. As situações pelas quais passam os personagens de Justin Timberlake e Mila Kunis reverberam na longa tradição de comédia romântica do cinema americano.

    Não é à toa, então, que acima da cama do rapaz esteja pendurado um cartaz de Aconteceu Naquela Noite, filme que Frank Capra, americano por excelência (mesmo tendo nascido na Itália), fez em 1934. Claro que Will Gluck não é Capra – e nem é a pretensão deste texto colocá-lo no mesmo patamar –, mas está claro que a tentativa de falar não só a um público interessado numa história de amor água com açúcar e supostamente moderna, mas ironizar seus pares, os realizadores que por muitas décadas repetiram (e repetem) os mesmos enredos e convenções.

    Por isso o gesto permanente de Amizade Colorida em ironizar todos os clichês. Timberlake e Mila interpretam amigos que se identificam logo de cara, mas decidem separar sexo de afeto, comparando suas vidas com os retratos de casais em comédias românticas. Brincam, assim, com todos os clichês e praticamente convocam o espectador a participar do jogo irônico.

    Nisso, sem dúvida temos um filme interessante. Por outro lado, se faz dos clichês das comédias românticas o principal alimento, Amizade Colorida também sucumbe a eles. Isso mostra que em vez de bater na tradição, o filme quer é se inserir nela, ganhar um selo de respeitabilidade, mesmo que mascare suas intenções com as piadas.

    Humor e interação

    Não falta senso de humor ao longa. Méritos especialmente à perspicácia dos diálogos e situações escritas pelo trio Will Gluck, Keith Merryman, David A. Newman. Os louros também devem ser divididos com uma direção eficiente de atores, que ajudou o casal protagonista Justin Timberlake e Mila Kunis a vivenciar bons momentos de diversão.

    Há um vácuo, porém, entre a interação dos protagonistas e a eficiência dos diálogos com a direção e o que a câmera conta. É assustador esse entendimento do cinema de entretenimento que abdica de qualquer tentativa em narrar pelos enquadramentos, encenação etc. Nesse sentido, a direção é medíocre na mesma intensidade de Quero Matar Meu Chefe.

    Além de ser um filme, Amizade Colorida tem uma espantosa habilidade marqueteira de incutir no hábito social gestos que vem da propaganda ou do consumo tecnológico recente. Por exemplo, apresentar os créditos com uma mão que manuseia os nomes como se estivesse numa tela de iPhone. Este filme de Will Gluck é também um paradigma de product placement, conhecido como merchandising aqui no Brasil.

    Até a primeira metade, Amizade Colorida se sai muito bem brincando com Hollywood e até com Katherine Heigl em A Verdade Nua e Crua. Já na segunda metade, o filme se enquadra como uma típica comédia romântica, recuperando-se em momentos pontuais (como a vívida participação de Richard Jenkins).

    Resumindo: irregular, divertido no texto e fraco como cinema.


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