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AMOR À PRIMEIRA BRIGA

(Les Combattants)

2014 , 98 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 02/04/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Thomas Cailley

    Equipe técnica

    Roteiro: Claude Le Pape, Thomas Cailley

    Produção: Pierre Guyard

    Fotografia: David Cailley

    Trilha Sonora: Benoit Rault, Lionel Flairs, Philippe Deshaies

    Estúdio: Nord-Ouest Productions

    Montador: Lilian Corbeille

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Adele Haenel, Anthony Monjon, Antoine Laurent, Barbara Ayse, Bastien Palengat, Brigitte Roüan, Clément Allemand, Coumba Seck, Cynthia Bresolin, Franc Bruneau, Frédéric Pellegeay, Hamza Sako, Islam Magomadov, Jean-Baptiste Pujol, Julien Chaon, Kevin Azaïs, Léa Pelletant, Luc Martinage, Maxime Mège, Nicolas Wanczycki, Omer Cosgun, Pascal Bernagaud, Paul Pichon, Quentin Giraudet, Quentin Valois, Rabah Doudou, Semy Arham, Sloan Ruiz, Steve Tientcheu, Thibaut Berducat, Violette Echazarreta, William Lebghil, Younès Houari

  • Crítica

    02/04/2015 17h40

    Ao ler o título Amor À Primeira Briga, já se imagina que o primeiro filme do diretor Thomas Cailley é mais um daqueles romances adolescentes, com enredos bem simples e cheio de clichês, que fala sobre dois adolescentes que brigam o tempo todo até descobrir que se amam de verdade.

    Nada disso. O cineasta francês até coloca alguns ingredientes de romance no longa, mas esse é muito mais do que um filme de amor, pois fala da luta de dois jovens para sobreviver no meio de uma situação de guerra. Para se ter ideia, o longa se chama originalmente Les Combattants (Os Combatentes), o que faz bastante sentido para a trama.

    E esse é o grande lance do interessante Amor à Primeira Briga, afinal, você é pego de surpresa quando vê os protagonistas Anrnaud Labrède (Kevin Azaïs) e Madeleine Beaulieu (Adele Haenel) sempre unidos e firmes aos seus objetivos de vida, dentro de um cenário onde todos limites de cada um deles são testados.

    Com alguns desdobramentos, o que se vê na relação dos dois é o balanço correto entre a intensidade de uma garota rebelde e a delicadeza de um rapaz tranquilo e boa praça. Nesse ponto, méritos para a direção de Cailley, que conduz muito bem a trama ao colocar um olhar pessoal e íntimo na hora de vasculhar melhor as intenções dos protagonistas.

    Na história, Arnaud é um jovem carpinteiro que precisa ajudar a mãe e o irmão nos negócios da família. Tranquilo e simples, o rapaz é feliz com o que tem e procura levar a vida na boa. Já Madeleine, é pouco sociável e tem atitudes grosseiras com todos a sua volta. Determinada, ela acredita que o mundo está prestes acabar e que haverá um caos social.

    Sabendo disso, ela se inscreve em um treinamento militar para testar seus limites e vencer suas resistência para estar pronta quando o pior chegar. Durante uma manhã, um grupo do exército francês chega na cidade para recrutar novos jovens. Em um dos testes, Arnaud e Madeleine acabam brigando e, a partir daí, por incrível que pareça, nasce uma amizade que pode ajudá-los a sobreviver em um campo de batalha.

    Mesmo não sendo uma comédia romântica, o filme é sutil e cuidadoso, principalmente na hora de discutir o drama das incertezas do que fazer nos próximos anos de sua vida. E a forma que acontece esse diálogo é boa, pois o público fica a vontade e pode tirar suas próprias conclusões sem qualquer tipo de pressão.

    Amor à Primeira Briga se torna interessante e agradável, pois se preocupa em abordar temas relevantes e por ser diferente na hora de mencionar o nascimento do primeiro amor e como ele pode ser uma batalha entre duas pessoas totalmente distintas. Neste caso, trata-se de uma batalha saudável onde o objetivo não é vencer e, sim, não ser vencido.

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