AMOR A TODA PROVA

AMOR A TODA PROVA

(Unconditional Love)

2002 , 121 MIN.

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • P. J. Hogan

    Equipe técnica

    Roteiro: Jocelyn Moorhouse, P. J. Hogan

    Produção: Jerry Zucker, Jocelyn Moorhouse, Patty Whitcher

    Fotografia: Remi Adefarasin

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Avery Pix

    Elenco

    Dan Aykroyd, Daniel Wyllie, Jack Noseworthy, Jonathan Pryce, Kathy Bates, Lynn Redgrave, Marcia Warren, Meredith Eaton, Peter Sarsgaard, Richard Briers, Rupert Everett, Stephanie Beacham

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O australiano P.J. Morgan dirigiu dois excelentes filmes nos anos 90, coincidentemente ou não, ambos com a palavra "casamento" em seus títulos: O Casamento de Muriel (1994) e O Casamento de Meu Melhor Amigo (1997). Depois ficou cinco anos sem filmar e voltou fora de forma em Amor à Toda Prova, filme que chega ao circuito brasileiro com quase dois anos de atraso. Não teria feito muita falta se nem tivesse chegado. Irregular, Amor a Toda Prova começa muito bem, despejando sensibilidade ao narrar a história de Grace (Kathy Bates, sempre ótima), mulher de meia-idade, classe média alta, que de forma brusca e repentina é abandonada pelo marido Max (Dan Aykroyd) sob a alegação de ambos estarem vivendo uma vida sem emoções nem aventuras. Como válvula de escape, Grace procura reverter a situação empreendendo sua própria "aventura" particular. Ela decide deixar seu confortável apartamento em Chicago para viajar até o interior da Inglaterra, onde morava o maior ídolo de sua vida: o cantor romântico Victor Fox (Jonathan Price), assassinado exatamente do mesmo dia em que Grace foi abandonada.

    E a partir daí o filme começa a desandar. Abandona o tom de comédia dramática (ou drama cômico, se preferirem) que vinha desenvolvendo até então para embarcar numa história sem sentido onde Grace e Dirk (Rupert Everett, de O Casamento de Meu Melhor Amigo), empregado e amante de Victor Fox, vão tentar vingar a morte do ídolo, voltando para Chicago para desvendar o crime e prender o criminoso. Uma geléia geral que não apenas destrói os primeiros bons momentos do filme, como também se desvia para uma suposta empreitada humorística sem a mínima graça, nem o menor timming pra comédia. Até Julie Andrews entra na história, numa participação especial sem razão de ser. Tudo soa estranho, falso e aborrecido. O final demora a chegar.

    Sobram apenas as boas interpretações do elenco mais do que competente Muito mais competente, aliás, que o roteiro e a direção do filme.

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