AMOR E OUTRAS DROGAS

AMOR E OUTRAS DROGAS

(Love and Other Drugs)

2010 , 115 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 04/11/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Edward Zwick

    Equipe técnica

    Roteiro: Charles Randolph, Edward Zwick, Jamie Reidy, Marshall Herskovitz

    Produção: Charles Randolph, Edward Zwick, Marshall Herskovitz, Pieter Jan Brugge, Scott Stuber

    Fotografia: Steven Fierberg

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Bedford Falls Productions, Fox 2000 Pictures, New Regency Pictures, Stuber Productions

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Alison Manning, Amanda L. McCormick, Anne Hathaway, Ashley Klinger, Ashley Munrek, Bingo O'Malley, Brian E. Jay, Brian Hutchison, Brooke Miyasaki, Christina Fandino, Constance Brenneman, Dana Dancho, Deidre Goodwin, Dorothy Silver, Francis J. Ferrara, Frank Catanzano, Gabriel Macht, Gabriella Deakin, Geneva Carr, George Segal, Gwyneth E. Larsen, Hank Azaria, Harry O'Toole, Ian Harding, Ian Novick, Jake Gyllenhaal, Jason Bernard, Jasper Soffer, Jean Zarzour, Jenna Rifkind, Jennifer Delaeo, Jill Clayburgh, Jillian Weinstein, Jo Newman, Joan Augustin, Joan Heeringa, Joli W. Irvine, Josh Breslow, Josh Gad, Judy Greer, Judy Pergl, Karen A. Fuhrman, Kate Easton, Kate Jennings Grant, Katheryn Winnick, Kaylee Lohr, Kendra Dennard, Kerry Huffman, Kevin McClatchy, Kim Cagni, Kimberly Bressi, Kimberly M. Rizzo, Kimberly Scott, Kristin Spatafore, Kwame Rakes, Larissa S. Emanuele, Lauren Eldridge, Lisa Ann Goldsmith, Loretta Higgins, Lucy Roucis, Maite Schwartz, Mallory Mikita, Marissa Magnuso, Maximilian Osinski, Megan Ferguson, Megan Melville, Mia Gatto, Michael Benjamin Washington, Michael Buffer, Michael Chernus, Natalie Gold, Nicole Perrone, Nicole Thomas, Nikki Deloach, Oliver Platt, Patricia Cray, Peter Friedman, Ray Godshall Sr., Rick Applegate, Scott Cohen, Sharon Wilkins, Teri Clark, Tess Soltau, Vanessa Aspillaga

  • Crítica

    26/01/2011 15h15

    O título pode sugerir que o novo filme do diretor Edward Zwick seja apenas mais uma comédia romântica. Não é. Amor e Outras Drogas se propõe a ir um pouco além das convencionais fronteiras do gênero romance: tece boas críticas contra a hipocrisia do bilionário mercado famacêutico – no qual remédios são tratados de forma exclusivamente mercantilista, como um produto de consumo igual a outro qualquer – e ousa um pouquinho a mais (só um pouquinho, é verdade) nas cenas de sexo, geralmente pudicas ao extremo no cinema comercial americano. Falando nisso, nos filmes comerciais americanos o pessoal sempre transa de roupa, engraçado né? Na verdade o filme é muito mais um romance dramático com toques cômicos que uma comédia romântica.

    Baseado no livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman, de Jamie Reidy, Amor e Outras Drogas é ambientado no final do século passado, pouco tempo antes do desenvolvimento do Viagra. Autobiográfica, a trama fala de Jamie (Jake Gyllenhaal), um sujeito simpático, carismático e totalmente “galinha” que consegue um emprego como representante dos laboratórios Pfizer. É como vendedor de remédios que ele terá de usar e abusar de todo o seu charme para convencer não somente os médicos a comprarem seus produtos, como também suas secretárias e enfermeiras, para que elas permitam a aproximação com os sempre ocupados doutores/clientes. Pelo caminho, o ambicioso vendedor conhece Maggie (Anne Hathaway), uma bela e atraente mulher perturbada por um improvável e totalmente prematuro Mal de Pakinson.

    É mais fácil lembrar do diretor Edward Zwick por meio de seus eficientes filmes épico-aventureiros, como Tempo de Glória, Lendas da Paixão, Coragem Sob Fogo, Nova York Sitiada, O Último Samurai ou Diamante de Sangue. Mas vale lembrar que sua estreia como diretor na tela grande foi com filme sobre relacionamentos amorosos urbanos: o talentoso Sobre Ontem à Noite, com Rob Lowe e Demi Moore, isso em 1986. De certa forma, Zwick volta às suas origens, e volta bem.

    Um dos maiores méritos de Amor e Outras Drogas está na química do casal protagonista, que inclusive já havia atuado junto em O Segredo de Brokeback Mountain. Anne é provavelmente o rosto mais bonito e magnético da Hollywood atual, e Jake destila grandes doses de talento tanto nos momentos cômicos como nos dramáticos. Ainda que pasteurizada para o gosto do espectador médio, a direção é ágil e eficiente, e sabendo ousar em doses homeopáticas, acaba se posicionando alguns patamares acima do produto hollywoodiano convencional, sem jamais subestimar a inteligência da plateia.

    Repare também nas participações de luxo dos veteranos George Segal e Jill Clayburgh, presenças constantes e marcantes em filmes românticos dos anos 70 e 80.

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