AMOR EM PEDAÇOS (2011)

AMOR EM PEDAÇOS (2011)

(Puzzled Love)

2011 , 82 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 03/08/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alba Giralt e outros, Gaby Amione, Gemma Ferraté, Josecho de Linares, Miriam Cañamares, Pau Palagué

    Equipe técnica

    Roteiro: Gaby Amione, Gemma Ferraté e outros, Josecho de Linares, Miriam Cañamares, Pau Balagué

    Produção: Sergi Casamitjana

    Fotografia: Àlex A. Antolino, Cristina Martín e outros, Daniel Fernández Abelló, Joan Martorell, Samuel Hernández

    Trilha Sonora: Charles Monnet e outros, David T. Molinero, Gerard Alba, Marc Barrera, Pau Balagué, Raúl del Moral

    Estúdio: Canal+ España, Escándalo Films S.L, Escola Superior de Cinema i Audiovisuals de Catalunya (ESCAC), Televisió de Catalunya (TV3)

    Distribuidora: Art Films

    Elenco

    Àlex A. Antolino, Alèxia Bas, Ángel Cachada, Anna Boix, Anna Casals, Antonina Obrador, Artur Busquets, Benjamin Nathan-Serio, Carlos Pérez-Reche, Carme Subirà, Clara Roquet, Cristina Vidal, David Marzo, Eduard Riu, Fernando Polanco, François Justet, Gabriel Andrés, Gemma Ferraté, Gonzalo Pastor, Héctor Moreno, Hodei Del Barrio, Irene C. Rodríguez, Joaquim Bernal, Jordi Prat, Josecho de Linares, Josep Prat, Laura Beltrán, Laura Pascual, Laura Sol, Leyre Ortigosa, Magda Montada, Marc Arcas, Marc Juvé, Marcel Borràs, María Sanz, Marta Sala, Mireia Martín, Núria Sala, Olga Bosch, Pau Balagué, Pau Luzón, Pau Morell, Pedro Jover, Pere Marzo, Raquel González-Cimas, Rosa Subirà, Sara Rodríguez, Saras Gil, Sergi Adrià, Sergi Lafuente, Sofía Pérez Portabella, Violeta Romera, Xavi Domínguez, Xavier Elías

  • Crítica

    30/07/2012 14h30

    A produção espanhola Amor em Pedaços tem um tagline incrível: “13 meses. 13 diretores. Uma história de amor”. Uma ótima ideia fazer com que cada um desses 13 diretores (alunos do último ano da Escola de Cinema da Cataluña) pudesse escrever e dirigir uma parte do filme para, ao final, somá-las e contar toda a história.

    Bem recebido no Festival de San Sebastian de 2011, Amor em Pedaços é levado em ritmo de “sessão da tarde” moderna ao contar a história de Sun e Lucas, dois estudantes que vão passar um ano em Barcelona e disputam a vaga de um quarto para alugar.

    Sun é o retrato típico da garota independente, decidida, moderna e pronta para qualquer balada, defendendo-se a todo custo de seu romantismo. Lucas é o oposto: um menino tímido, de poucos amigos, meio desajeitado, bom caráter e sem malícia para o amor.

    Os dois se estranham ao se conhecerem, mas, logo depois, e conforme todos poderiam esperar, se apaixonam. Um amor que já chega com prazo de validade: em um ano cada um volta para sua vidinha de antes.

    Filme sobre jovens que vão passar um tempo estudando e curtindo a vida na Europanão são novidade nas telas. O cultuado Albergue Espanhol, de 2002, foi o último a abordar o tema. Mas, apesar de um enredo “já te vi”, Amor em Pedaços não perde o fio da meada em suas partes: as 13 histórias filmadas separadamente imprimem o estilo de cada diretor sem perder o ritmo nem o entendimento da trama.

    A história é bem contadinha e cheia de truques para colocá-la numa linguagem atual, moderna e pertinente ao mundo jovem, como mostrar uma sequência onde os dois personagens principais conversam via i-chat (uma espécie de Skype), ou marcar situações importantes com letterings engraçadinhos, quebrar a edição, além de mostrar festas com música eletrônica, drogas e bastante sexo. Enfim, recursos utilizados para melhorar a dinâmica do filme e aproximá-lo de seu público.

    Sobre os atores, não há uma química perfeita entre o casal. O que, numa comédia romântica, é um praticamente um crime. Na parte de interpretação, Lucas (Marcel Borràs), em sua atuação contida, convence mais que Sun (Saras Gil), que exagera em busca da verdade de sua personagem.

    A fotografia é honesta e a trilha divertida e eclética, misturando baladas espanholas com Rita Pavone, Benny Benassi e Carla Bruni, por exemplo.

    Certamente o mais legal de Amor em Pedaços foi o desafio de produzi-lo. Se para uma única pessoa é difícil contar uma história em uma hora e meia ou duas, imagine só juntar 13 diretores diferentes, no começo de suas carreiras e com pouca experiência para montarem esse quebra cabeça? Quase impossível de pensar, né? Por isso, nesse sentido, sim, vale a pena prestigiar o filme e montar sua própria versão da trama.

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