AMOR PARA SEMPRE

AMOR PARA SEMPRE

(Enduring Love)

2004 , 100 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Roger Michell

    Equipe técnica

    Roteiro: Joe Penhall

    Produção: Kevin Loader

    Fotografia: Haris Zambarloukos

    Trilha Sonora: Jeremy Sams

    Elenco

    Alexandra Aitken, Aoife Carroll, Daniel Craig, Ella Doyle, Rhys Ifans, Rory Carroll, Samantha Morton

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Amor Para Sempre é um caso esquisito no mercado: há alguns meses, foi anunciado entre os lançamentos em DVD e VHS da Paramount. Depois de não ter sido lançado nas locadoras (sem que a distribuidora avisasse), apareceu no cinema. Tanta esquisitice no lançamento, na verdade, acaba sendo condizente com este filme, cujo roteiro é permeado por situações bizarras.

    A começar pela primeira cena. Um casal está no meio de um belo campo, fazendo um piquenique. Do nada aparece um grande e descontrolado balão vermelho. Um garoto está apavorado dentro da cesta, enquanto que um senhor - aparentemente seu avô - tenta parar o balão, sem muito sucesso. O casal junta-se a um pequeno grupo de homens na tentativa de ajudar os dois balonistas. Quando um vento forte e estranho sopra e leva o balão para longe, quase todos desistem e soltam a cesta, exceto um homem que, das alturas, salta depois de todos. A tentativa de salvamento acaba com a morte desse último voluntário. Entre o grupo que se encontra neste estranho acidente estão Joe (Daniel Craig, de Nem Tudo É O Que Parece) e Jed (Rhys Ifans, de Um Lugar Chamado Nothing Hill). O primeiro é um professor universitário que mora com a namorada, Claire (Samantha Morton), enquanto que o segundo é muito esquisito e evidentemente solitário.

    Depois do acidente, Joe sente-se muito culpado pela morte do homem, que era médico e tinha uma família. Ao mesmo tempo em que tenta lidar com isso, ele começa a ser perseguido por Jed, que parece estar apaixonado pelo professor. Dessa forma, Joe, que tinha uma vida relativamente pacata e equilibrada, tem de lidar com esse perseguidor que fala tanto de amor e de Deus - duas coisas nas quais o protagonista não acredita.

    Amor Para Sempre tem um roteiro inteligente, mas que perde sua força no final, que encontra soluções óbvias aos problemas dos protagonistas. A direção é criativa, mas o que realmente se destaca neste drama são as atuações. O elenco foi escalado perfeitamente: Craig é capaz de mostrar a degradação do personagem e como os conflitos entre acreditar no amor ou não se dão à medida que o perturbado perseguidor aproxima-se de seu dia-a-dia. A frieza do rosto de Craig é o contraponto perfeito à atuação perturbada, louca e passional de Rhys Ifans.

    Desde a primeira cena, Amor Para Sempre é uma produção que causa estranheza ao espectador. O roteiro, complexo e permeado de situações esquisitas, recebe uma forma nada quadrada das mãos do diretor Roger Michell (Um Lugar Chamado Nothing Hill). Além disso, o filme questiona levemente valores como amor e a religião de forma a fazer com que o espectador pense não somente nisso, mas também na mente humana e como uma pessoa perturbada é capaz de captar mensagens nem sempre passadas por outro.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus