AMOR POR CONTRATO

AMOR POR CONTRATO

(The Joneses)

2009 , 93 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 24/12/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Derrick Borte

    Equipe técnica

    Roteiro: Derrick Borte

    Produção: David Rogers, Paul Young, Peter Principato, Sheetal Vinod Talwar

    Fotografia: Yaron Orbach

    Trilha Sonora: Nick Urata

    Estúdio: Echo Lake Productions

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Amber Heard, Chris Williams, David Duchovny, Demi Moore, Gary Cole, Glenne Headly, Lauren Hutton

  • Crítica

    21/12/2010 10h16

    Tirando a cacofonia (POR COntrato), o título em português para o filme “The Joneses” sugere uma comédia romântica. Não é. Também nada tem a ver com o “porco” do cacófato. A boa notícia é que Amor por Contrato é muito melhor do que o seu título sugere.

    A trama começa mostrando a luxuosa mudança de uma luxuosa família para uma luxuosíssima casa. A bela Kate (Demi Moore, super em forma), o simpático maridão Steve (David Duchovny) e os charmosos filhos Mick (Ben Hollingsworth) e Jenn (Amber Heard, de “Zumbilândia”) formam a família perfeita. Mas aos poucos percebem-se alguns problemas. Steve e Kate dormem em quartos separados. Seria um filme sobre o relacionamento de um casal? Pior: certa noite, Jenn descaradamente tira a roupa e se enfia na cama de Steve. Seria um filme sobre assédio sexual de pai e filha?

    Na verdade, não. Amor por Contrato é uma bem sacada crítica contra os abusos do marketing e o totalmente descontrolado excesso de consumo da sociedade moderna. Como? Melhor ver o filme para saber. Nestes tempos ansiosos, onde grande parte dos trailers faz questão de estragar as surpresas da história, o inteligente argumento de Randy Dinzler deve ser preservado. A melhor maneira de curtir o filme é assim mesmo: sabendo o mínimo possível sobre ele e se deixando levar pelas surpresas. Aliás, esta não seria a melhor maneira de curtir todo e qualquer filme?

    Porém, o maior pecado de Amor por Contrato foi não ter ido mais fundo na questão que se propôs a discutir, abrindo mão (por pressão de produtores, talvez) de um tom mais contundente que o tema propiciaria, para ceder nos momentos finais a uma clara tentativa de agradar ao grande público. A premissa do filme é melhor que seu desenvolvimento.

    Talvez esta indefinição de proposta tenha afugentado o público nos EUA, onde o filme não fez uma boa carreira: lançado em poucas salas, ele não chegou a faturar US$ 2 milhões, menos da metade de sua estimativa de custo. Ou talvez a crítica ao consumismo tenha pegado muito forte no consumista mercado norte-americano. Ou talvez ainda o público médio de lá não tenha sequer alcançado a ideia.

    De qualquer maneira, trata-se de uma estreia mais do que louvável do roteirista e diretor alemão Derrick Borte, que iniciou a carreira no mercado publicitário. O que certamente deve ter aguçado ainda mais sua crítica ao marketing agressivo.

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