Amores Inversos

AMORES INVERSOS

(Hateship, Loveship)

2014 , 102 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 28/08/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Liza Johnson

    Equipe técnica

    Roteiro: Alice Munro, Mark Poirier

    Produção: Dylan Sellers, Jamin O'Brien, Michael Benaroya, Robert Ogden Barnum

    Fotografia: Michael Taylor

    Trilha Sonora: Dickon Hinchliffe

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Becki Davis, Christine Lahti, Don Brady, Douglas M. Griffin, Guy Pearce, Hailee Steinfeld, Jeff Pope, Jennifer Jason Leigh, Joel K. Berger, Kristen Wiig, Lauren Swinney, Nick Nolte, Peggy Walton-Walker, Sami Gayle

  • Crítica

    28/08/2014 10h14

    A fórmula dos filmes indie despretensiosos está em Amores Inversos: roteiro adaptado de um uma obra literária pouco conhecida, fotografia pálida que parece descolar as cenas de sua época, atriz talentosa e com carreira irregular e clima meio blasé, fortalecido por atuações contidas.

    Dirigido por Liza Johnson, de carreira mais relevante em curta-metragens, Amores Inversos é baseado em conto da escritora canadense Alice Munro, Nobel de literatura em 2013. Assim como a narrativa na qual é inspirado, o roteiro de Mark Poirier (Ovelha Negra Vivendo e Aprendendo) resulta em um longa que se esforça mais para esconder do que mostrar.

    A sobriedade da adaptação é crédito de Kristen Wiig, atriz que surpreende mais uma vez pela sua versatilidade. Ela é Johanna Parry, tímida mulher contratada para cuidar de Sabitha (Haille Steinfeld), menina que perdeu a mãe em um acidente provocado pelo pai, Ken (Guy Pearce). Nas entrelinhas, a mágoa pela falta da presença paterna, uma relação complicada com o avô e conflitos fúteis com a melhor amiga.

    Quando, em uma atitude inconsequente típica da adolescência, Sabitha se une a Edith (Sami Gayle) para escrever falsas correspondências de Ken para Johanna, a cuidadora acredita que o pai da menina possa estar apaixonada por ela.

    É dessa farsa que surgem traços mais profundos da personalidade de cada um desses personagens. A mesquinhez do avô, a inveja frequente da amiga, a carência de Johannna. É bem verdade que as relações são mostradas de maneira muito plana. Se por um lado esse retrato reprimido permite interpretações múltiplas do espectador, o tom melancólico parece impedir uma conexão maior com a história.

    Amores Inversos ainda flerta com o suspense em suas melhores sequências e, quando não se valhe do diálogo, cresce ainda mais. 

    Kristen Wiig enche as cenas com seus olhares e gestos que repete insistentemente. Seu trabalho é o que o filme tem de mais rico, algo surpreendente ao lembrarmos que suas atuações em comédias como Missão Madrinha De Casamento ou Solteiros Com Filhos são seus trabalhos mais reconhecidos. Quem sabe este não seja o impulso que faltava para que ela alce voos muito mais altos?

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