AMORES POSSÍVEIS

AMORES POSSÍVEIS

(Amores Possíveis)

2000 , 98 MIN.

14 anos

Gênero: Romance

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sandra Werneck

    Equipe técnica

    Roteiro: Paulo Halm

    Produção: Elisa Tolomelli, René Bittencourt, Sandra Werneck

    Fotografia: Walter Carvalho

    Trilha Sonora: Chico Buarque de Hollanda, João Nabuco

    Elenco

    Beth Goulart, Carolina Ferraz, Emílio de Mello, Irene Ravache, Murilo Benício

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Carlos (Murilo Benício) marca um encontro com Júlia (Carolina Ferraz) na porta do cinema. Ela não aparece. Pronto. Este simples e corriqueiro ponto de partida é suficiente para a diretora Sandra Werneck (a mesma do delicioso Pequeno Dicionário Amoroso) imaginar pelo menos três possibilidades e desdobramentos pela vida deste casal. Ou deste não-casal.

    Quinze anos depois, vamos encontrar três Carlos e três Júlias em três situações diferentes. Na primeira, cada qual foi para o seu canto após o desencontro. Na segunda, eles se casaram mas não deu certo por causa de uma radical alteração da preferência sexual de Carlos. E na terceira, uma mãe dominadora (Irene Ravache, divertida) se interpôs na relação. São três situações de amores possíveis.

    O filme nunca é menos do que envolvente. Sandra equilibra com maestria a forma por meio da qual as três situações se entremeiam. Os atores encarnam com muita competência os diferentes personagens em suas respectivas nuances. O roteiro de Paulo Halm - escrito a partir do argumento original da própria Sandra Werneck - é ao mesmo tempo inteligente e sensível. O resultado é um filme que permanece no coração e na mente muito tempo após ser assistido. Um trabalho que emociona e faz pensar nos diversos e tão aleatórios caminhos percorridos por aquilo que se convencionou chamar de destino.

    A exemplo do seu anterior, Pequeno Dicionário Amoroso, Amores Possíveis também fala de encontros e desencontros do coração. Porém, com mais maturidade tanto temática quanto cinematográfica. Não por acaso, o filme ganhou o prêmio de melhor produção latina no Sundance Festival, empatado com o mexicano Sin Dejar Huella.

    Vale um destaque ainda para Emilio de Mello, esbanjando competência no papel triplo de Pedro. Não deixe de ver.

    20 de março de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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