Ana Ana

ANA ANA

(ANA ANA)

2014 , 75 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Corinne van Egeraat, Petr Lom

    Equipe técnica

    Roteiro: Corinne van Egeraat, Petr Lom

    Produção: Corinne van Egeraat, Petr Lom

    Fotografia: Corinne van Egeraat, Petr Lom, Sarah Ibrahim, Sondos Shabayek, Wafaa Samir

    Trilha Sonora: Ryûichi Sakamoto

    Estúdio: ZINdoc

    Montador: Petr Lom

  • Crítica

    16/10/2014 12h52

    Ana Ana (literalmente Eu Sou Eu em árabe) não tem a pretenção de ser um registro histórico ou realista da vida das mulheres no Egito. O objetivo parece ser outro: este documentário da dupla de diretores Corinne van Egeraat e Petr Lom usa sensibilidade e lirismo para levantar reflexões e questionamentos sobre liberdade e feminismo em um país ainda tão opressor.

    Resultado de uma oficina de vídeo autobiográfico ministrado pelos próprios diretores no Cairo em 2011, o longa selecionou um grupo heterogêno de quatro mulheres e ouviu suas reflexões sobre os mais diversos aspectos, suas ambições de vida, desejos, a maneira com que se enxergam dentro de suas comunidades. 

    Os depoimentos foram intercalados com momentos de suas vivências diárias, imagens simbólicas e os contrastes da vida na capital egípcia - algo que ganha relevância ao lembrarmos que o país tenta construir uma realidade menos desigual na era pós Hosni Mubarak. Ana Ana mostra que essas mudanças ainda são bloqueadas por um modo de vida conservador e por um machismo naturalizado nas vida cotidiana do qual essas mulheres se tornam cada vez mais reféns.

    São muitos os depoimentos que nos colocam em confronto contra aquilo que nós mesmos pensamos. Apesar de egípcias, essas mulheres representam muito dos anseios de habitantes do mundo todo, algo como se Ana Ana avançasse para além dos territórios e nos ajudasse a olhar para as estruturas de dominação dentro de nossas comunidades.

    "Eu sou eu, mas também sou todas as pessoas que não conheço e que fizeram algo por mim", diz em determinado momento uma das entrevistadas. Essa luta por uma vida mais igualitária é inseparável da vida diária dessas quatro personagens, algo que ficará, sem dúvidas, como herança. Essas mulheres fazem muito pelo nosso mundo. Aqui, temos a oportunidade única de descobri-las. 

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