Pôster do filme Angry Birds

ANGRY BIRDS: O FILME

(The Angry Birds Movie)

2016 , 90 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 12/05/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Clay Kaytis, Fergal Reilly

    Equipe técnica

    Roteiro: Jon Vitti

    Produção: Catherine Winder, John Cohen

    Trilha Sonora: Heitor Pereira

    Estúdio: Columbia Pictures, LStar Capital, Rovio Entertainment, Rovio Mobile, Sony Pictures Imageworks (SPI), Village Roadshow Pictures

    Montador: Kent Beyda

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Anthony J Sacco, Bill Hader, Cristela Alonzo, Danielle Brooks, Danny McBride, Geoffrey Arend, Hannibal Buress, Ike Barinholtz, Jason Sudeikis, Jillian Bell, Josh Gad, Kate McKinnon, Keegan-Michael Key, Max Charles, Maya Rudolph, Peter Dinklage, Sean Penn, Tituss Burgess, Tony Hale

  • Crítica

    11/05/2016 18h12

    Os pássaros de Angry Birds: O Filme saíram dos aplicativos de celular e foram parar nas telonas dos cinemas em uma adaptação inusitada da Sony em parceria com a Rovio Entertainment. Apesar de agradar muito aos fãs, o jogo não tem história para ser explorada em um filme e isso fica muito evidente durante o longa.

    A animação mostra a vida dos moradores da ilha dos pássaros, um local pacato e com cidadãos muito felizes, com exceção de Red, que representa quase toda a raiva do local. Embora alguns personagens sejam bem construídos, a trama é arrastada e os acontecimentos se desenrolam de forma lenta e desinteressante. Na verdade, os elementos narrativos parecem tão independentes que poderiam facilmente ser divididos em esquetes ou até mesmo em episódios de um seriado.

    Tudo começa com Red e a explicação por trás de toda a sua raiva. Ele não teve uma infância fácil. Órfão, sofreu bullying na escola, não tinha amigos e decidiu por se excluir socialmente. Ainda assim, ele se importa com outros de sua espécie e tenta avisá-los do possível perigo que os visitantes da ilha, os recém-chegados porcos, representam.

    O filme tenta mostrar o lado mais sentimental de cada personagem e justificar seus motivos para lutar contra os porcos. Ainda assim, a trama não é capaz de convencer o espectador de que os pássaros da pacata vila passariam a concordar com Red de uma hora para outra e, assim, descobrirem seus poderes desencadeados pela raiva, revelando armas importantes para cada personagem lutar contra os invasores. O problema é que quem jogou já conhece essas habilidades, então não há surpresa aí.

    Apesar disso, a dublagem de Fábio Porchat é um dos melhores elementos da versão brasileira do longa. O humorista mostrou mais uma vez que consegue interpretar com a voz e transformá-la em algo bem diferente para condizer com seu personagem. No longa, ele canta, faz agudos e até imita diferentes cantos de pássaros. Sua versatilidade nos faz perceber que o sucesso de Olaf, de Frozen - Uma Aventura Congelante, não foi apenas sorte.

    Outra dublagem que agrada (e muito!) é a de Dani Calabresa. Depois de Nojinho, em Divertida Mente, a atriz dá voz à Matilda. A psicóloga um tanto excêntrica tem tiques que nos fazem rir. Na verdade, ela foi o motivo da maior parte das risadas dos espectadores durante o longa e será difícil você olhar outra imagem da passarinha sem se recordar de Calabresa.

    Apesar da narrativa de Angry Birds não ser nada elaborada, ela possivelmente agradará às crianças. A história abusa das piadas voltadas para o público infantil, mas esquece de inserir referências para os adultos. Quanto à mensagem, algo bem comum nos filmes infantis, é um tanto diferente do que o que normalmente é transmitido. Assim como na animação da Disney, Divertida Mente, Angry Birds deixa claro que a raiva, às vezes, é uma boa amiga e necessária.

    O filme melhora no ato final, quando acontece uma batalha mais próxima do que vemos nos jogos. Fica claro que os diretores gastaram mais tempo desenvolvendo esse aspecto da obra para tentar transmitir a sensação do game, pena que o resto do longa não chegue perto. Além disso, o filme não fecha completamente sua história com a clara intenção de ter uma sequência, assim como o jogo e suas infinitas versões, não que faça o menor sentido.

    Fica difícil acreditar que eles consigam uma nova história para contar, afinal, fazer um filme a partir do material original já se mostrou um desafio do qual os roteiristas e diretores não conseguiram dar conta. Entretanto, a força do nome Angry Birds pode fazer a diferença e atrair muita gente ao cinema. Se isso acontecer, podemos ter uma franquia pela frente. Vamos ver.

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