ANJOS DA NOITE: O DESPERTAR

ANJOS DA NOITE: O DESPERTAR

(Underworld: Awakening)

2012 , 98 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 02/03/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Björn Stein, Måns Mårlind

    Equipe técnica

    Roteiro: Allison Burnett, J. Michael Straczynski, John Hlavin

    Produção: Gary Lucchesi, Len Wiseman, Richard S. Wright, Tom Rosenberg

    Fotografia: Scott Kevan

    Estúdio: Lakeshore Entertainment, Screen Gems, UW4 Productions

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Adam Greydon Reid, Benita Ha, Catlin Adams, Charles Dance, Christian Tessier, Dan Payne, Ian Rozylo, India Eisley, Jacob Blair, Kate Beckinsale, Kris Holden-Ried, Kurt Max Runte, Lee Majdoub, Mark Gibbon, Michael Ealy, Panou, Richard Cetrone, Robert Lawrenson, Sandrine Holt, Stephen Rea, Theo James, Tyler McClendon

  • Crítica

    02/03/2012 14h20

    Para os que acharam que Anjos da Noite não daria mais pano para manga, a sequência O Despertar mostra que não é bem por aí. Pior: o terreno pode estar sendo preparado para mais um longa. Desta vez, para agradar os fãs da franquia, os diretores Måns Mårlind e Björn Stein ressuscitaram a vampira Selena (Kate Beckinsale) e rechearam o filme com mais ação e violência.

    Com três roteiros fracos antecedendo o atual, esperar uma evolução seria otimismo demais até mesmo para um fã. O longa anterior, A Rebelião, parecia ser a cereja do bolo, considerando que muitas séries terminam mostrando como tudo começou. Mas, enfim, não foi dessa vez.

    Em O Despertar o roteirista John Hlavin, conhecido pela série de TV The Shield, se enveredou para o lado da ficção científica. A trama mostra Selene acordando depois de ser mantida congelada num freezer criogênico por doze anos. Ela conhece uma garotinha chamada Nissa, uma perigosa mistura de vampiro e lobisomem, e passa a defendê-la de um grupo assassino de lobisomens modificados.

    Como mais uma vez o enredo não é o forte, as bem ensaiadas cenas de ação salvam o investimento do espectador. Kate Beckinsale parece até mais à vontade ao descarregar sua raiva sobre os inimigos. A sequência em que degola policiais com um simples bisturi, em uma velocidade absurda, mostra que a atriz está à vontade no papel de Selene. Ela sabe mesmo o que está fazendo lá.

    A direção de arte aproveita a porradaria e faz o sangue cenográfico jorrar. A pequena Nissa é quem protagoniza algumas das cenas mais cruéis, que incluem desmembramentos e desfiguração de inimigos. Já as transformações ainda não "chegaram lá", digamos assim. Na hora que humanos tomam a forma de lobisomens, saímos do estado de imersão para nos questionar como, em pleno século 21, ainda arriscam usar efeitos visuais tão simplórios. E não, falta de verba não justifica.

    Como de praxe, a trilha sonora para Anjos da Noite não podia ser diferente: a seleção inclui Linkin Park, Lacuna Coil, The Cure, Civil Twilight e o esquecido Evanescence, que depois de um ostracismo monstro, volta também para tentar se projetar na cena do metal alternativo e rock industrial.

    Em resumo: com uma história fraca, Anjos da Noite 4: O Despertar fica à mercê das sequências de luta para alcançar a bilheteria pretendida. O 3D também entra no pacote para atrair o público. Mas logo adianto: não mais que 20% das cenas permitem uma perspectiva tridimensional mínima.

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