ANJOS DA VIDA - MAIS BRAVOS QUE O MAR

ANJOS DA VIDA - MAIS BRAVOS QUE O MAR

(The Guardian)

2006 , 136 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 17/11/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrew Davis

    Equipe técnica

    Roteiro: James Vanderbilt, Ron L. Brinkerhoff

    Produção: Beau Flynn, Tripp Vinson

    Fotografia: Stephen St. John

    Trilha Sonora: Trevor Rabin

    Estúdio: Touchstone Pictures

    Elenco

    Ashton Kutcher, Benny Ciaramello, Damon Lipari, Jay Bingham, Kevin Costner, Neal McDonough, Peter Gail, Scott Mueller, Shelby Fenner

  • Crítica

    17/11/2006 00h00

    Profissionais que têm como função salvar vidas, como bombeiros e policiais (os nobres e incorruptíveis, no caso), são verdadeiros super-heróis da vida real se pensarmos na visão do cinema em relação a esse tema. E, se não têm poderes sobre-humanos, são capazes de verdadeiros e engrandecidos atos de doação. Pelo menos no cinema norte-americano, especialmente em filmes como Anjos da Vida - Mais Bravos que o Mar. Dirigida por Andrew Davis (Efeito Colateral), a grandiosa produção foca os profissionais da Guarda Costeira, cuja ação tornou-se notória mundialmente após a tragédia do furacão Katrina, que arrasou a cidade de Nova Orleans em agosto de 2005.

    A ação do filme é centrada em Ben Randall (Kevin Costner) e Jake Fischer (Ashton Kutcher). O primeiro é um veterano nadador da Guarda Costeira. Lendário pelas centenas de salvamentos que já realizou, atua resgatando mergulhadores e pescadores que têm problemas no gelado e furioso mar do Alasca. No entanto, quando tem uma experiência trágica envolvendo um regate que não dá certo, fica psicologicamente abalado. Conseqüentemente, Randall é afastado do seu cargo por seu comandante, o capitão William Hadley (Clancy Brown, o irmão Justin do seriado Carnivàle), que o indica para treinar candidatos a nadadores na Escola de Elite da Guarda Costeira no Estado de Louisiana. Lá, ele conhece Fischer, um arrogante, porém esforçado, jovem campeão de natação. Os dois têm muito mais em comum do que conseguem admitir e, no treinamento quase que espartano do local, aprendem a conviver entre si e superar seus próprios traumas.

    Basicamente, Anjos da Vida - Mais Bravos que o Mar mostra salvamentos em gigantescas e violentas ondas, alternadas por embates entre os dois protagonistas e as duras aulas na Escola de Elite. Também há espaço para que se construa uma história romântica na vida da dupla (afinal, as mulheres também precisam se identificar com o filme, como se mostrar Ashton Kutcher molhado grande parte do tempo não fosse o suficiente para isso). A trilha sonora é óbvia e ajuda a criar esse clima heróico em volta dos personagens. Afinal, eles só querem salvar vidas.

    Se você está cansado de filmes previsíveis, que exaltam heróis da vida real que vivem a salvar pessoas que não conhecem, fuja de Anjos da Vida - Mais Bravos que o Mar. Não há dúvidas que esses profissionais devem ser valorizados, mas esse tema já está ficando repetitivo demais, especialmente na forma como vem sendo abordado (lembre-se do recente As Torres Gêmeas). A única novidade é o fato do filme mostrar os esforços dos profissionais da Guarda Costeira, mas não é o suficiente. Portanto, é difícil escapar do piegas. Inclusive, é no terreno das emoções óbvias que esta produção caminha.

    É preciso admitir que os dois protagonistas - que costumam gerar dúvidas em relação aos seus talentos dramáticos - convencem em seus papéis, especialmente Costner. Mas a produção padece do mal da mesmice: ao reciclar clichês sobre heróis da vida real e o duro treinamento militar, Anjos da Vida - Mais Bravos que o Mar balança mais do que os barcos em meio às ondas avassaladoras que mostra. E por 139 minutos, diga-se de passagem.

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