ANJOS E DEMÔNIOS

ANJOS E DEMÔNIOS

(Angel & Demons)

2009 , 140 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 15/05/2009

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Ron Howard

    Equipe técnica

    Roteiro: Akiva Goldsman, baseado no livro de Dan Brown, David Koepp

    Produção: Brian Grazer, John Calley, Ron Howard

    Fotografia: Salvatore Totino

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Columbia Pictures, Imagine Entertainment, Panorama Films, Skylark Productions

    Elenco

    Anna Katarina, Armin Mueller-Stahl, August Wittgenstein, Ayelet Zurer, Ben Bela Böhm, Bob Yerkes, Carmen Argenziano, Cheryl Howard, Cosimo Fusco, Curt Lowens, David Pasquesi, Ed Francis Martin, Elya Baskin, Emanuele Secci, Endre Hules, Ewan McGregor, Felipe Torres Urso, Franklin Amobi, Fritz Michel, Gino Conforti, Howard Mungo, James Ritz, Jeffrey Boehm, Jonas Fisch, Kristof Konrad, Marc Fiorini, Maria Cristina Heller, Masasa Moyo, Nikolaj Lie Kaas, Norbert Weisser, Pascal Petardi, Paul Schmitz, Pierfrancesco Favino, Raffi Di Blasio, Rance Howard, Richard Rosetti, Roberto Donati, Rocco Passafaro, Shelby Zemanek, Silvano Marchetto, Stellan Skarsgård, Steve Franken, Steve Kehela, Thomas Morris, Thure Lindhardt, Todd Schneider, Tom Hanks, Ursula Brooks, Vanna Salviati, Victor Alfieri, Xavier J. Nathan, Yan Cui, Yesenia Adame

  • Crítica

    15/05/2009 00h00

    Na Suíça, o acelerador de partículas LHC consegue criar a tão sonhada antimatéria. Não muito longe dali, o Vaticano prepara o funeral do Papa. O que dois fatos tão díspares poderiam ter em comum entre si? Respostas, só vendo Anjos e Demônios, nova aventura do simbologista (existe isso?) Robert Langdon (vivido por Tom Hanks), personagem criado pelo escritor Dan Brown no livro O Código da Vinci.

    Anjos e Demônios não é nem uma continuação, nem um prequel de O Código da Vinci, mas outra aventura vivida pelo mesmo personagem, na tentativa de desenvolvimento de uma nova franquia editorial e cinematográfica. E nem poderia ser diferente: afinal, O Código da Vinci foi um enorme sucesso que arrecadou mais de US$ 200 milhões só nas bilheterias dos EUA. Dar prosseguimento a ele seria inevitável.

    A boa notícia é que Anjos e Demônios é melhor que O Código da Vinci. Bem melhor. O diretor Ron Howard (que entre um filme e outro ainda dirigiu Frost/Nixon) libertou-se dos excessos verborrágicos e literários de O Código da Vinci e realizou agora um trabalho de mais ritmo, maior impacto visual e linguagem cinematográfica mais desenvolvida. Claro que o personagem principal continua despejando toneladas de pensamentos verbalizados sobre a platéia, mas mesmo assim o filme consegue manter um bom pique de ação, aventura e suspense. Com direito a uma intrigante "teoria da conspiração" envolvendo os mais altos escalões da Igreja Católica.

    Basicamente, a estrutura do roteiro lembra aquela brincadeira Caça ao Tesouro, muito popular em festas infantis e acampamentos juvenis. Ou seja, nada além de uma pista que leva à outra, que leva à outra e assim sucessivamente, com o relógio correndo contra todos. Mas bem eficiente como entretenimento, com um final espetacular e muitas "viradas inesperadas". Mas se eu falar muito, elas deixarão de ser inesperadas.

    Boa parte do ritmo aventuresco do filme deve ser creditada à vibrante trilha sonora do ótimo Hans Zimmer, autor que já ultrapassou a marca de 100 longas em seu currículo. Se algo claudica na imagem, lá estão as cordas e as percussões alucinadas de Zimmer para não deixar a peteca cair e manter a adrenalina pulsando. E mais: belas locações em Roma (tem como Roma não ser bela?), uma protagonista feminina eficiente e sensual (a israelita Ayelet Zurer) e coadjuvantes do porte de Armin Mueller Stahl e Ewan McGregor. Destaque também para a elaboradíssima direção de arte que chegou a construir em estúdio cenários reproduzindo a Basílica de São Pedro, que não foi liberada pelas autoridades do Vaticano a servir como locação.

    Como bom entretenimento, é diversão garantida.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus