ANTIVIRAL

ANTIVIRAL

(Antiviral)

2012 , 110 MIN.

14 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brandon Cronenberg

    Equipe técnica

    Roteiro: Brandon Cronenberg

    Produção: Niv Fichman

    Fotografia: Karim Hussain

    Trilha Sonora: E.C. Woodley

    Estúdio: Rhombus Media

    Elenco

    Andriy Haddad, Caleb Landry Jones, Donna Goodhand, Douglas Smith, Elitsa Bako, Ian O'Brien, Jackie English, James Cade, Joe Pingue, Josh Holliday, Katie Bergin, Kim Ly, Lady Vezina, Lara Jean Chorostecki, Lisa Berry, Malcolm McDowell, Mark Caven, Matt Watts, Milton Barnes, Nenna Abuwa, Nicholas Campbell, Reid Morgan, Salvatore Antonio, Sarah Gadon, Tedd Dillon, Vincent Thomas

  • Crítica

    25/10/2012 18h36

    Antiviral é um dos maiores burburinhos desta Mostra de São Paulo. O motivo é simples: este é o primeiro longa-metragem de Brandon Cronenberg, filho do cultuado David Cronenberg. Porém, apesar de toda a pompa, o resultado final não é animador.

    O jovem cineasta tenta seguir o mesmo caminho do pai, a ficção científica. Ao optar por este gênero, Brandon motivou comparações ainda maiores e o placar não ficou nada favorável.

    Se colocarmos lado a lado, Antiviral e Videodrome, a conclusão será simples: há um abismo gigantesco entre as duas produções. Está claro que existe um longo e árduo caminho a ser percorrido pelo estreante.

    Em outras palavras, o filme não convence, mas tem seus pontos positivos. O roteiro tem um argumento extremamente interessante: ser uma crítica à sociedade de consumo, à ganância dos laboratórios farmacêuticos e à indústria do entretenimento. O diretor expõe como padrões de beleza e de comportamento são enfiados garganta abaixo da população que, por sua vez, aceita passivamente tais imposições e cultua celebridades de plástico.

    O visual do longa também aposta em padrões. Tons de branco, preto e prata são os guias de praticamente todos os cenários, é como se a Apple tivesse padronizando consultórios médicos e apartamentos com a sua identidade.

    Essas cores só são sobressaídas pelo vermelho, quase sempre de sangue humano, exposto de maneira forte, e por muitas vezes exagerada, para retratar uma sociedade doentia, onde todos sonham em adquirir doenças que astros já contraíram.

    Por um alto preço, é possível receber na corrente sanguínea um vírus extraído diretamente de qualquer estrela. Neste processo surge o protagonista da história, Syd March (Caleb Landry Jones), funcionário de uma empresa que oferece tais serviços e que se mostra um viciado, ou melhor, um aficionado em patologias dos famosos.

    Toda essa soma poderia render algo proveitoso, mesmo com as insistentes comparações familiares. Os primeiros minutos promissores e o breve desenrolar traziam um resultado positivo, no entanto, Brandon Cronenberg cometeu um grave erro ao mudar subitamente de estilo na segunda metade do longa. Não existe insegurança ou inexperiência que justifique esta atitude.

    A partir deste momento, Antiviral torna-se um thriller com fracas perseguições e até uma briga com direito ao famoso soco fantasma, que nocauteia o adversário mesmo passando a certa distância de seu rosto. Explicações simplórias levam o roteiro pelo caminho mais fácil possível e o que poderia ser um bom filme, transforma-se em uma decepção com um desfecho nada proveitoso.



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