AOS TREZE

AOS TREZE

(Thirteen)

2003 , 100 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Catherine Hardwicke

    Equipe técnica

    Roteiro: Catherine Hardwicke, Nikki Reed

    Produção: Jeffrey Levy-Hinte, Michael London

    Fotografia: Elliot Davis

    Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh

    Elenco

    Brady Corbet, Evan Rachel Wood, Holly Hunter, Jeremy Sisto, Nikki Reed, Vanessa Hudgens

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quem não viu Kids, Bully (ambos de Larry Clark), ou mesmo Réquiem para um Sonho (de Darren Aronofsky) talvez curta ou até se impressione com o drama Aos Treze, longa de estréia da diretora Catherine Hardwicke. Porém, quem já viu algum destes três filmes citados, provavelmente vai achar Aos Treze um pouco superficial. Espécie de "versão light" dos trabalhos de Larry Clark, o filme conta a história real de Tracy (Evan Rachel Woods), garota de treze anos que, como todo adolescente, passa por uma crise de identidade. Para ser "popular" e evitar o terrível rótulo de "looser" (perdedor, babaca) ela inicia uma amizade com Evie (Nikki Reed, também autora do roteiro), tida como a gostosona da escola. Porém, Evie é tremendamente mau-caráter, e arrasta a ingênua Tracy para o caminho das drogas, do sexo e dos pequenos crimes.

    A diretora tenta encobrir a pouca criatividade do roteiro (que ela co-assina com Reed) com movimentos de câmera considerados mais "modernos" e consagrados pelo chamado cinema independente norte-americano. Quase todo o filme trabalha com câmera na mão, estilo documental, e uma linguagem próxima ao clipe. As cores também recebem um tratamento diferenciado, perdendo brilhos e contrastes e tornando-se quase acinzentadas na medida em que a personagem principal também perde o brilho de sua juventude. As últimas cenas do filmes são quase em preto e branco. Há também algumas mensagens cifradas. Repare, por exemplo, num pôster publicitário que aparece algumas vezes durante a trama, dizendo "Beauty is Truth" (a beleza é a verdade): quando Tracy descobre que a beleza de sua amiga é apenas a máscara de sua falta de personalidade, o tal pôster reaparece, agora todo rabiscado. São detalhes interessantes, esteticamente apurados, mas que não conseguem encobrir a colcha de retalhos de clichês sobre a qual o filme se apóia. Chama a atenção também como o cinema americano continua exibindo, sem constrangimentos, cenas forte de drogas, alcoolismo e violência, mas não consegue filmar o sexo. Freud explicaria?

    Mesmo assim, Aos Treze ganhou vários prêmios nos Festivais de Deuaville, Locarno e Sundance.

    Vale destacar a atuação de Nikki Reed, que, além de fazer o difícil papel de Evie, escreveu o roteiro do filme, baseado em sua própria experiência, quando tinha apenas 13 anos de idade. Ou seja, há dois anos.

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