APARECIDA - O MILAGRE

APARECIDA - O MILAGRE

(Aparecida - O Milagre)

2010 , 92 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 17/12/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tizuka Yamasaki

    Equipe técnica

    Roteiro: Carlos Gregório, Marco Schiavon, Paulo Halm, Pedro Antonio

    Produção: Glaucia Camargos, Paulo Thiago

    Fotografia: Luís Abramo

    Trilha Sonora: Paulo Francisco Paes

    Estúdio: Globo Filmes, Paramount Pictures, RioFilme

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Bete Mendes, Jonatas Faro, Leona Cavalli, Maria Fernanda Cândido, Murilo Rosa, Rodrigo Varonese, Vinícius Franco

  • Crítica

    16/12/2010 11h29

    Aparecida – O Milagre é feito para um público específico: católicos. E a ele deverá atender bem. E só. No mais, apesar de Luis Abramo ter caprichado na fotografia, da trilha sonora de Paulo Francisco Paes ser condizente com o tema e a direção de Tizuka Yamazaki não comprometer, o roteiro do longa é falho e cai na obviedade.

    De início conhecemos a família de Marcos (Vinícius Franco na infância; Murilo Rosa na fase adulta), que trabalha na construção da Basílica e é devota da santa. Depois de um acidente fatal, Marcos se desapega de sua fé e começa a trabalhar na metalúrgica que herdou do tio. Neste ponto a história dá um salto de 30 anos e encontramos um Marcos que respira os negócios e rejeita a ideia de seu filho Lucas (Jonatas Faro) seguir a carreira artística, assim como a mãe (Leona Cavalli). Depois de uma discussão, Lucas sai de moto e sofre um acidente, fazendo com que Marcos repense sua fé.

    Daí em diante o filme cai numa obviedade repleta de clichês. A história é fraca, não tem apelo e não dialoga com o público. Uma pena. O ensaio de um clímax minimamente interessante, quando Marcos vê o filho conversando com um traficante, não passa de uma investida malsucedida que não leva a lugar nenhum. Quem sobra também é a personagem de Maria Fernanda Cândido, namorada de Marcos: uma peça de decoração no roteiro, sem função ou destino.

    Aparecida – O Milagre apresenta ainda outros momentos sem sentido e sem razão, como, por exemplo, quando Marcos para à beira do rio onde a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada e revive (isso mesmo!) os momentos daquele 1717.

    Uma cena talvez seja capaz de emocionar os espectadores, bem no final de Aparecida – O Milagre. Mas esta, querido leitor, você não precisa ir aos cinemas para ver. A Basílica está lotada todos os anos, no dia 12 de outubro, dia da Padroeira. É só ligar a TV e embarcar nas histórias de milagres contados por pessoas reais, talvez valha mais a pena.

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