APENAS UMA VEZ

APENAS UMA VEZ

(Once)

2006 , 85 MIN.

12 anos

Gênero: Romance

Estréia: 18/04/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Carney

    Equipe técnica

    Roteiro: John Carney

    Produção: Martina Niland

    Fotografia: Tim Fleming

    Elenco

    Alaistair Foley, Bill Hodnett, Catherine Hansard, Danuse Ktrestova, Darren Healy, Geoff Minogue, Gerard Hendrick, Glen Hansard, Kate Haugh, Leslie Murphy, Mal Whyte, Markéta Irglová, Pat McGrath, Sean Miller, Senan Haugh

  • Crítica

    18/04/2008 00h00

    Apenas Uma Vez, de John Carney, pode causar estranhamento, num primeiro momento, pelo desleixo formal. Sentimos um choque com a câmera sempre na mão, tremendo ao tentar enquadrar os atores. Porém, assim que nos acostumamos com esse desleixo, reparamos que tem tudo a ver com a proposta do filme.

    É a história de um homem desiludido com o amor que canta e toca violão nas ruas de Dublin para ganhar uns trocados. Um dia ele conhece uma imigrante tcheca que gosta de suas composições e desenvolve com ela uma relação de amizade e companheirismo.

    O interessante é observar como essa relação despretensiosa vai crescendo junto da colaboração musical entre eles. O entusiasmo com a música que eles estão criando se mistura com um afeto genuíno e recíproco. São dois corações dilacerados, com receio de se entregar a um novo amor.

    Algumas seqüências parecem verdadeiros videoclipes, pois a música é que comanda as ações dos personagens. O melhor exemplo talvez seja a volta dela para casa, depois da incumbência de colocar letra em uma das melodias compostas por ele. Ela sai de casa para comprar pilhas, pois escreve a letra enquanto ouve a música em um cd player portátil. Ela está parada no balcão da loja, depois sai e volta para casa, enquanto acompanhamos todo o seu trajeto e ouvimos o resultado da composição da dupla na íntegra.

    Essa cena é a que melhor exemplifica o poder do filme de colocar-nos lado a lado com as experiências que eles passam na tela, com a câmera sempre os acompanhando de perto (o que justifica certo desleixo), e também a habilidade do diretor em fazer com que torçamos para que a relação deles ultrapasse a barreira que impede a aventura que ambos querem experimentar, mas não têm coragem. Apenas uma Vez é a história de um amor muito forte e bonito que nunca chegou a se consumar.

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