APOCALYPSE NOW REDUX

APOCALYPSE NOW REDUX

(Apocalypse Now Redux)

2001 , 197 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Francis Ford Coppola

    Equipe técnica

    Roteiro: Francis Ford Coppola, John Milius, Michael Herr

    Produção: Francis Ford Coppola, Kim Aubry

    Fotografia: Vittorio Storaro

    Trilha Sonora: Carmine Coppola, Francis Ford Coppola

    Estúdio: Pan American Zoetrope

    Elenco

    Albert Hall, Aurore Clément, Bill Graham, Bo Byers, Christian Marquand, Chrystel Le Pelletier, Colleen Camp, Cynthia Wood, Damien Leake, Daniel Kiewit, David Olivier, Dennis Hopper, Dick White, Father Elias, Franck Villard, Frederic Forrest, G. D. Spradlin, George Cantero, Gian-Carlo Coppola, Gilbert Renkens, Glenn Walken, Harrison Ford, Hattie James, Henri Sadardeil, Herb Rice, Jack Thibeau, James Keane, Jerry Ross, Jerry Ziesmer, Kerry Rossall, Larry Carney, Laurence Fishburne, Linda Carpenter, Marc Coppola, Marlon Brando, Martin Sheen, Michel Pitton, Robert Duvall, Robert Julian, Roman Coppola, Ron McQueen, Sam Bottoms, Scott Glenn, Tom Mason, William Upton, Yvon LeSeaux

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Existem filmes que extrapolam os limites das telas e se transformam em lendas. Apocalypse Now é um deles. Quando foi produzido, em 1979, ele chegou aos cinemas carregado com as mais incríveis histórias de bastidores, desde o enfarto sofrido pelo seu ator principal, Martin Sheen, até as exigências de Marlon Brando (que se recusava a exibir toda a sua gigantesca falta de forma física), passando pelos tufões e tempestades que assolaram as filmagens nas Filipinas. Mais: Apocalypse Now foi um dos filmes pioneiros a questionar abertamente a loucura da Guerra do Vietnã, enquanto as feridas ainda estavam abertas. Polêmico, o filme foi lançado com 153 minutos de duração, provocou reações contraditórias e acabou ganhando a Palma de Ouro no Festival de Cannes, além de oito indicações para o Oscar.

    Vinte anos depois, com a chegada da tecnologia do DVD, o diretor Francis Ford Coppola começou a planejar um relançamento da sua obra, com cenas que não foram utilizadas na versão original. A idéia era remontar Apocalypse Now numa versão especial feita especialmente para o vídeo. Assim, em março de 2000, iniciou-se o processo de reedição e remixagem do filme. O resultado é Apocalypse Now Redux, com 49 minutos a mais, que os produtores decidiram lançar também na tela grande.

    Entre as cenas que não foram vistas na montagem original estão a seqüência da comunidade de franceses que se estabeleceram em meio à selva do Vietnã, a cena que mostra o que aconteceu com as coelhinhas da Playboy após a inesperada interrupção do show que elas faziam para os soldados, novos momentos do barco-patrulha no início da jornada e um novo e importante diálogo entre Marlon Brando e Martin Sheen.

    São 49 minutos que ajudam a sublinhar de maneira ainda mais vigorosa a força e a importância do filme. A idéia de denunciar a jornada insana que foi a Guerra do Vietnã é renovada agora pelos novos tempos, cada vez mais bélicos. Seja no Vietnã, no Golfo Pérsico ou no Afeganistão, não importa. A sensação - quase certeza – que se tem ao final da projeção é que não existe filme ou qualquer outra obra de arte que elimine dos norte-americanos a profunda vocação militarista que, de tempos em tempos, ajuda a dizimar vidas e a engordar os cofres dos fabricantes de armamentos.

    Produzido em 1979, reeditado em 2001, Apocalypse Now está mais atual do que nunca. Não somente pelo seu aspecto temático como também pela sua forma cinematográfica densa, adulta e perturbadora. Assim como a trilogia O Poderoso Chefão, do mesmo diretor, Apocalypse Now é um filme que não envelhece. Nem na forma, nem no conteúdo.

    Para quem não sabe ou não se lembra, Apocalypse Now é baseado no livro “Heart of Darkness”, de Joseph Conrad. A história relata a jornada do capitão Willard (Martin Sheen), um oficial da inteligência do exército americano enviado numa perigosa missão até o Camboja para destruir o coronel Kurtz (Brando), um desertor fora de controle que estaria montando uma guerrilha particular em plena selva. Durante a jornada, Willard passa pelas mais surrealistas situações provocadas pela insanidade da guerra. Imperdível.

    Em tempo: apesar do nome “Redux” sugerir uma versão reduzida, que é exatamente o contrário do que acontece aqui, o termo vem do latim e significa retorno.

    18 de dezembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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