APOLLO 18

APOLLO 18

(Apollo 18)

2011 , 87 MIN.

12 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 02/09/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gonzalo López-Gallego

    Equipe técnica

    Roteiro: Brian Miller, Cory Goodman

    Produção: Michele Wolkoff, Timur Bekmambetov

    Estúdio: Bekmambetov Project Ltd

    Distribuidora: PlayArte

  • Crítica

    01/09/2011 14h40

    Tenho pra mim que o espectador de cinema é muito mais perspicaz do que imagina os fazedores de filmes. É mentira achar que ele só quer uma coisa, que tem capacidade de compreensão limitada. Ele não quer é ser enganado. E sabe quando está sendo enganado. Não me refiro à ilusão criada pela obra na qual se faz necessário embarcar. Mas no engodo de vender gato por lebre num pacote embalado no frágil papel da “campanha de marketing bem-sacada”. Esta é a órbita de Apollo 18, mais do mesmo galvanizado por uma estratégia de lançamento que não convence mais ninguém.

    Durante os meses que antecederam a estreia do longa, vendeu-se a ideia que as cenas do filme seriam reais, fragmentos de vídeos feitos por cosmonautas da NASA durante uma malsucedida viagem à lua que a Agência Espacial Americana nega ter existido, como de fato não existiu. Tudo, claro, não passa de marketing para atrair público e gerar virais na internet. Até aí, tudo bem. Mas se a intenção é fazer o público embarcar na teoria da conspiração, que façam ao menos algo que pareça real e não um filminho de terror fajuto à gravidade zero. Um amontoado de clichês que se sucedem cansativamente.

    Já nos primeiros minutos de projeção de Apollo 18 a sensação de déjà vu se estabelece e permanece soberana até o final do filme. Tudo que se vê na tela já foi visto e revisto à exaustão nos cinemas. Não há nada de diferente, nenhuma tentativa de surpreender o público, de dar a ele algo novo. E nessa jornada espacial rumo ao tédio somos martirizados ainda com a câmera que cai, que treme, que perde foco, perde sinal e nos faz perder a paciência.

    Mesmo para quem gosta de suspenses na linha “câmera na mão”, Apollo 18 não deve empolgar. O filme não tem a novidade de A Bruxa de Blair, o bom timming para o susto de Rec, nem sustenta o tom misterioso como Cloverfield. No balaio de filmes do gênero, é o mais inexpressivo e apático.

    Embarcarei na onda dos produtores e não darei mais detalhes sobre a trama para não estragar “as surpresas” do filme. Basta saber que na viagem a tripulação da Apollo 18 encontra mais do que pedras e crateras. Já para quem for ao cinema, o cenário será tão repetitivo quanto o da lua real.


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