APOLÔNIO BRASIL - CAMPEÃO DA ALEGRIA

APOLÔNIO BRASIL - CAMPEÃO DA ALEGRIA

(Apolônio Brasil - Campeão da Alegria)

2002 ,

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Hugo Carvana

    Equipe técnica

    Roteiro: Mauro Wilson

    Produção: Martha Alencar

    Fotografia: Nonato Estrela

    Trilha Sonora: David Tygel

    Estúdio: Mac Comunicação e Produção Ltda

    Elenco

    Alessandra Verney, Anselmo Vasconcelos, Antônio Pitanga, Bruce Gomlevsky, Caio Junqueira, Jonas Bloch, Louise Cardoso, Marco Nanini, Marcos Paulo, Maria Gladys, Paulo Junior, Raul Serrador, Silvia Bandeira, Totia Meireles, Vera Holtz

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O ator e diretor Hugo Carvana foi buscar no Rio de Janeiro de antigamente e no cinema brasileiro dos anos 40 as fontes de inspiração para seu novo trabalho no cinema: Apolônio Brasil - Campeão da Alegria, filme que retoma com nostalgia o gênero da comédia musical. Quase uma chanchada.

    Mistura de vários personagens que realmente existiram na noite carioca, Apolônio Brasil (Marco Nanini, excelente) é um pianista de uma época que não volta mais, que tocava romanticamente seu piano em bares que não existem mais. Boêmio, mulherengo, sensível, ele utiliza sua famosa lábia para cantar as mulheres e enganar os homens destas mesmas mulheres. Esta é a parte boa do filme. Reconstituição de época caprichada, boa produção, bom humor e um delicioso clima de saudades. Agora vem a parte ruim: Carvana decidiu colocar no roteiro uma história absurda sobre um cientista maluco (José Lewgoy em seu último papel) que quer estudar o cérebro de Apolônio para entender o funcionamento dos mecanismos da alegria, e daí conquistar o mundo (!). Aí a maionese desanda totalmente.

    Apolônio Brasil - Campeão da Alegria é praticamente um filme dentro do outro. A narrativa em flash back é quente, romântica e divertida. O momento presente é um horror. O próprio Carvana admitiu em entrevistas os vários problemas do filme, mas disse que era impossível remendá-lo em função da falta de datas de Nanini para rodar novas cenas que ele considerava necessárias. O jeito é "ver" apenas metade de Apolônio... e esquecer a bobagem da outra parte.

    Na parte boa, vale destacar o ótimo trabalho do diretor de arte José Joaquim Salles e da figurinista Kika Lopes, que recriaram vários cenários e figurinos de época, incluindo a boate cenográfica "Golden Night", construída na ex-boate Night and Day, tradicional casa noturna do Centro do Rio. Marco Nanini tomou aulas de piano para que pudesse imitar com exatidão os movimentos das músicas, que na verdade foram interpretadas pelo pianista Leandro Braga. Já as canções são realmente cantadas por Nanini, mostrando uma nova faceta do ator. Perder para Marcelo Serrado o Kikito de Melhor Ator no Festival de Gramado deste ano foi simplesmente um escândalo.

    Apolônio Brasil - Campeão da Alegria é igual ao Brasil: está repleto de coisas boas e de momentos insuportáveis. De talentos expressivos e de erros gigantescos. É preciso vê-lo muito mais com o coração que com a razão.

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