APPALOOSA - UMA CIDADE SEM LEI

APPALOOSA - UMA CIDADE SEM LEI

(Appaloosa)

2008 , 114 MIN.

14 anos

Gênero: Faroeste

Estréia: 05/12/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ed Harris

    Equipe técnica

    Roteiro: Ed Harris, Robert Knott

    Produção: Ed Harris, Ginger Sledge, Robert Knott

    Fotografia: Dean Semler

    Trilha Sonora: Jeff Beal

    Elenco

    Ariadna Gil, Boyd Kestner, Ed Harris, Girard Swan, Jeremy Irons, Lance Henriksen, Luce Rains, Renée Zellweger, Rex Linn, Robert Knott, Timothy V. Murphy, Tom Bower, Viggo Mortensen

  • Crítica

    05/12/2008 00h00

    Em 1966, Sidney J. Furie (Superman 4 - Em Busca da Paz) realizou The Appaloosa, que no Brasil se chamou Sangue em Sonora, um faroeste com Marlon Brando (O Poderoso Chefão) em que a câmera está sempre em lugares bizarros, assumindo ora o ponto de vista da espora das botas de um vaqueiro, ora o de uma arma por debaixo de uma mesa, ou mesmo o de um cavalo. Essa era a maior fama de um filme que poucos levaram a sério (hoje em dia é ainda mais desprezado). Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei, de Ed Harris (Pollock), não é um remake da bizarrice de Furie, mas é baseado no mesmo livro, escrito por Robert B. Parker em 1963.

    O novo Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei é o oposto formal do filme de 1966. Harris aposta num classicismo elegante - com movimentos discretos, câmera à altura dos homens, ritmo lento e contemplativo - para narrar a história de um xerife (Ed Harris) que se apaixona por uma mulher um tanto volúvel (Renee Zellweger, de Cold Mountain) e tem um fiel escudeiro que o acompanha há alguns anos (Viggo Mortensen, de Senhores do Crime).

    A escassez de ação pode decepcionar alguns cultores de faroestes, já que Harris aposta num clima mais intimista, focando os olhares dos atores. Nesse sentido, é essencial atentar para a chegada deles na pequena cidade, para a primeira bebida numa mesa de bar e para as ocasiões em que Mortensen e Harris estão juntos no mesmo quadro. Os dois atores se encarregam de um pequeno espetáculo de encenação e a câmera de Harris é feliz ao captar as menores nuances de suas expressões, assim como os movimentos, valorizando sobretudo o olhar de Mortensen, um olhar de quem estuda, um homem de poucas e decisivas palavras.

    É a amizade deles a principal razão de ser do filme de Harris. O xerife já está velho e cansado de guerra, quer encontrar uma mulher para passar com ela o resto da vida e nem liga que essa mulher se ofereça a outros homens, até mesmo a seu melhor amigo e para os inimigos. O ajudante é mais jovem, acha que sua vida é um eterno disparar de armas, uma constante perseguição a quem desrespeita as leis.

    Acompanhamos também como fica cada vez mais claro na metade final, um triste abandono, já que a vida não reserva o mesmo espaço para o cansado e o afoito.

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