APRENDENDO A MENTIR

APRENDENDO A MENTIR

(Liegen Lernen/ Learning to Lie)

2003 , 87 MIN.

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Hendrik Handloegten

    Equipe técnica

    Roteiro: Hendrik Handloegten

    Produção: Maria Köpf

    Fotografia: Florian Hoffmeister

    Trilha Sonora: Dieter Schleip

    Estúdio: X-Filme Creative Pool

    Elenco

    Anka Sarstedt, Beate Abraham, Birgit Minichmayr, Fabian Busch, Florian Lukas, Fritzi Haberlandt, Sebastian Münster, Sophie Rois, Susanne Bormann, Tino Mewes

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Desde o começo da história do cinema, não muito tempo atrás, a Alemanha representa papel essencial em seu desenvolvimento. O Expressionismo está aí para provar o que digo. Em 1998, o país entrou novamente (em escala bem menor) na pauta cinematográfica ao acrescentar jovialidade na forma de se fazer filmes. Corra, Lola, Corra, lançado nesse ano, chegou no mercado invertendo valores de direção e roteiro com sua trama e montagem ágeis. Desde então, os olhos voltam-se com curiosidade sempre que estréia um filme alemão destinado ao púbico jovem. O que Fazer em Caso de Incêndio (2002), Adeus, Lênin (2003) e Edukators (2004) são algumas das produções da nova safra do cinema alemão que chegaram nos cinemas brasileiros e confirmam que é possível esperar de um filme alemão algo inventivo. Mas toda cena tem sua exceção e este é o caso de Aprendendo a Mentir.

    O filme é dirigido por Hendrik Handloegten. Provavelmente você não se lembra desse nome, mas pode ter visto seu primeiro filme, o excelente Paul Está Morto, que foi exibido em alguns festivais no eixo Rio-São Paulo. Esse sim deveria ter distribuição nacional. Mas é sobre seu segundo filme que estamos falando. A produção, de 2002, tem como protagonista Helmut (Fabian Busch, de A Queda! As Últimas Horas de Hitler). Quando sua namorada Tina (Birgit Minichmayr) lhe dá um ultimato, o protagonista dá uma de Rob Gordon (personagem principal do filme Alta Fidelidade, de 2000) e resolve fazer uma retrospectiva de sua vida amorosa. Tudo começa com Britta (Susanne Bormann), sua namorada da escola. É quando percebemos que todos os relacionamentos seguintes são marcados pela primeira experiência, por mais que sua primeira garota tenha abandonado-o para viver nos EUA.

    Na verdade, a presença de Britta em sua vida, mesmo que somente virtual, serve como escapatória para qualquer compromisso. Desde o primeiro relacionamento, Helmut nunca mais conseguiu realmente se envolver com alguém. E é exorcizando esse fantasma de Britta que ele deve saber se conseguirá, ou não, seguir em frente na vida amorosa.

    Aprendendo a Mentir não é um filme ruim. Seu problema é requentar todos os clichês relacionados a personagens masculinos com medo de compromisso, tema relativamente comum quando você está lidando com filmes sobre jovens e para esse público. Não há inovação no roteiro, muito menos na forma como ele é filmado, o que torna Aprendendo a Mentir um filme chato, que não faz diferença nenhuma, ao contrário dos seus conterrâneos citados anteriormente.

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